domingo, 10 de junho de 2018

RAIO X: ALISSA WHITE-GLUZ

RAIO X: ALISSA WHITE-GLUZ


Alissa White-Gluz

Estou resgatando uma seção que iníciei há alguns anos atrás no The Informetal, que é a seção Raio X. Nessa seção, fazemos um breve relato sobre a biografia de algum artista do mundo do hard & heavy. Já falamos sobre Tony Martin (ex-Black Sabbath), já falamos de Frost (Satyricon) e hoje vamos falar de uma mulher.
E hoje a nossa escolhida é a Alissa White-Gluz vocalista da banda Arch Enemy!

ONDE TUDO COMEÇOU?

Aqui sem o famoso cabelo azul


Alissa nasceu em 31 de Julho de 1985 em Montreal - Quebec - Canadá.
Portanto ela tem 33 anos, se não estou enganado na conta...rss

Começou a ficar conhecida no meio na banda The Tempest, que em 2004 mudou o nome para The Agonist. Em 2014, recebeu o convite que a fez ficar muito mais conhecida, substituir Angela Gossow na banda Arch Enemy.

The Agonist

E vale uma nota sobre a saída da banda The Agonist foi totalmente contra a sua vontade. Em um belo dia, relatou ela em algumas entrevistas, ela não conseguiu se logar em nenhuma das contas das redes sociais, twitter, facebook, instagram entre outras redes, alguns membros da banda falaram que precisavam conversar e quando ela se deu conta, já estava sendo chutada da banda. Segundo Alissa, isso a magoou muito, pois a banda que ela ajudou a criar, não a queria mais. Mesmo tendo o aval dos caras do Arch Enemy para continuar com a banda dela, se quisesse. Uma das pessoas envolvidas do The Agonist chegou a falar para Alissa, que ela havia se demitido, mas ela disse que não queria de forma alguma sair da banda.

Arch Enemy

Seu estilo predominam os vocais guturais, é vegana desde meados de 1998 e é defensora do estilo de vida straigh edge, nada de tabaco, nada de álcool e nada de drogas.

Por falar em gutural, o primeiro clipe que vi dela, foi War Eternal do Arch Enemy e já me encantei com sua performance. O clipe, podemos ver no You Tube, link abaixo:



Também é defensora dos animais e já ganhou até prêmio da entidade PETA por isso.
Alissa também já disse em entrevistas à sites veganos que gosta muito de um estilo de vida saudavel, com bastante exercícios físicos. Gosta de correr e fazer exercícios com cordas, saltos e exercícios de grande intensidade que ajudam no aumento da frequência cardíaca.

Alissa & Doyle: o casal fitness!

Doyle Wolfgang Von Frankestein músico da lendária banda Misfits, é namorado dela desde 2013 e por causa dela, adotou também uma linha mais natural. Inclusive declarou em entrevistas que já cozinhou algumas vezes para a namorada. Alissa diz que adora o prato que ele faz para ela chamado Seitan.

Pro futuro Alissa prepara um álbum solo que vai conter participações de integrantes da banda Kamelot, por onde ela também já passou e membros de sua atual banda, o Arch Enemy. Segundo ela, foi dica de Angela, que a chamou de workaholic. Alissa pretende lançar algo bem diferente do Arch Enemy. Aliás, acho que todo artista, principalmente vocalistas, que decidem lançar algo solo, teriam como premissa ter que lançar realmente algo diferente da banda que tocam, porque senão não tem razão fazer algo solo penso eu.

Participação no novo disco do Angra

Outra curiosidade sobre Alissa, é que recentemente ela participou da gravação de uma faixa com a cantora brasileira Sandy, no disco novo do Angra, OMNI. A faixa: Black Widow's Web.

Abaixo mais algumas fotos de Alissa:

Alissa White-Gluz

Scabbia, Simons e Alissa



Alissa mais comportada


Alissa segurou bem a onda no Arch ao meu ver.
É óbvio que muitos ainda sentem saudades da Angela, mas não tem como reconhecer a competência, a energia e a personalidade de Alissa à frente da banda.

Angela e Alissa


E dois novos clipes:

The Eagles Fly Alone

Vejam:


E:

The World is Yours:



Se tiverem sugestões de artistas que desejam que o blog The Informetal fale, deixem nos comentários no facebook ou no blog.

Grande abraço à todos, esperam que tenha gostado!!!















sábado, 2 de junho de 2018

A ESTRANHA HOSPEDARIA DOS PRAZERES (1976) CRÍTICA


A ESTRANHA HOSPEDARIA DOS PRAZERES (1976) - Crítica do The Informetal



Horror, metal, hard rock e curiosidades, esse é o foco do The Informetal. É lógico que não falamos só do horror, falamos de outros gêneros cinematográficos mas sem sombra de dúvidas é o gênero que mais revisitamos aqui no blog. E hoje vamos falar de um filme que assisti quinta-feira agora, dia 31 de Maio, feriado de Corpus Christi. 

O filme é: A Estranha Hospedaria dos Prazeres, do mestre do horror brasileiro, José Mojica Marins e com roteiro de Rubens Francisco Lucchetti, direção de Marcelo Motta. Inclusive existe alguma desconfiança se esse filme teria sido mesmo finalizado por Marcelo Motta. Marcelo foi aprendiz dos muitos aprendizes de Zé, segundo o próprio Zé em entrevista ao Boca do Inferno, não teria sido concluído pelo Marcelo e sim pelo próprio Zé. 

Segundo ele, o Marcelo estava passando por problemas pessoais com a sua namorada na época e não tinha cabeça para fazer o restante do filme, por isso, José Mojica Marins (o nosso conhecido "Zé do Caixão") assumiu o filme da metade para o meio e teria finalizado o filme. Mas ele aparece como ator do filme também, interpretando uma espécie de homem das trevas que recebe hóspedes num hotelzinho de um lugar bem distante.

Antes de prosseguir, se você pretende ver o filme, essa crítica conterá spoilers.

Agora se você já viu, é legal ler a crítica e comparar a sua percepção com a nossa. Aliás, isso é uma das coisas mais legais que nós cinéfilos fazemos quando terminamos de ver o filme. Ler duas, ou três críticas de locais diferentes e comparar cada uma com o que pensamos do filme.

Bom vamos lá.

A ESTRANHA HOSPEDARIA DOS PRAZERES

que meda!!!

O filme começa com uma dança interminável de algumas mulheres, aonde ouvimos uma música ao fundo e depois de longos minutos de movimentos repetitivos e cansativos, surge o personagem do Zé, saindo obviamente de um caixão, com efeitos de gelo seco e trilha sonora sinistra ao fundo.

Algumas figuras perturbadoras (como essa da imagem acima) surgem em meio esse momento, com máscaras e peitos artificiais, que muito provavelmente, eram fantasias de carnaval e que o Zé com seu baixo orçamento de sempre, decidiu usar no filme.

Logo depois dessa primeira introdução, mais outra cena muito cansativa (e o que seria uma segunda introdução) e ao meu ver totalmente desnecessária. Podemos ver o que seria uma espécie de sistema solar com seus planetas e estrelas ou cosmos, aí vai da interpretação de cada um e Mojica com dublagem faz um longo prefácio que não tem muito sentido e que faz a gente pensar que o filme nunca vai começar.

mulheres seminuas dançam
Depois de quase 15 minutos de muita enrolação, finalmente começa o filme com o personagem do Zé recrutando algumas pessoas para trabalhar no tal hotel (ou hospedaria) como preferir. Vale lembrar que a introdução com o nome dos autores do filme, pouco antes dessa cena, é algo muito criativo e bem a cara do Zé. Mostra o nome dos atores em meio a lápides de um cemitério, com cores diferentes, achei o efeito bem interessante. Simples e interessante.

 
nomes dos atores


Começamos a ter uma ideia do rumo que o filme vai tomar, quando o tal empregador (personagem do nosso querido Mojica) faz uma seleção de algumas pessoas que esperam ansiosamente pela vaga de emprego em frente ao tal hotel.

Ele escolhe apenas dois. Uma senhora e um cara que é a cara do Odair José cantor...rsss

Na hora de partirem, eles pensam em desistir, mas voltam a atrás e seguem o seu novo chefe.

Chegando ao hotel, eles já começam a trabalhar. Estranhamente, um hotelzinho de beira de estrada, que normalmente não hospeda quase ninguém começa receber muitas pessoas. Primeiro é um casal, que estranha o local num primeiro momento, mas devido ao perigo de uma chuva forte que se anuncia, decidem por ficar no hotel. Depois vão chegando mais pessoas. Um cara que aparenta ser um suicida perturbado, alguns empresários, (homens de negócios), um grupo de hippies, bandidos que acabaram de assaltar um banco entre outros personagens.



Destaque para um casal de uma mulher bem mais velha com um homem mais novo, que a trata muito mal.

Mas quem começa a dar tom ao nome do filme é o primeiro casal. Vivido por Caçador Guerreiro e pela bela Maribeth Baumgarten que trabalhou em alguns filmes pornochanchadas, mas com pequenos papéis em como Cada um Dá o que Têm e Pesadelo Sexual de um Virgem. Aliás, ela tinha uma projeção talvez de virar uma estrela nacional, o que acabou não se concretizando e pelo que apurei, o filme que mais teve destaque em sua curta carreira, tenha sido mesmo A Estranha Hospedaria dos Prazeres
Tanto é que mesmo sendo muito bonita, não vemos o nome dela em destaque nos cartazes dos filmes que participou, como vemos abaixo:

cartaz do filme

cartaz do filme
Pois bem, esse casal começa a dar uns amassos e o homem chamado Leonardo fica um bom tempo beijando o pescoço da mulher Mirian (Maribeth Baumgarten). Nesse meio tempo vão chegando mais e mais gente.

Mirian e Leonardo

Os hippies em pouco tempo, começam uma orgia e a cada novo hóspede, o homem da recepção e aparente dono do estabelecimento vivido por Mojica, repete os dizeres que "todos são bem-vindos e que ele já os estava esperando".

As pessoas meio que não entendem qual é a daquele cara estranho, mas de alguma forma aceitam o seu jeitão esquisito e como estão precisando se hospedar no local, devido a grande chuva que estar por vir, acabam topando passar a noite no estabelecimento com a esperança de irem embora na manhã seguinte.

Os raios toda hora acusando a chuva que nunca vem, chega a ser irritante, mas pior que eles são os closes nos olhos de Mojica, são inúmeros, não consegui contar quantas vezes isso aconteceu...rss



Vale lembrar que Exorcismo Negro de 1974, Mojica possuía muito mais condição financeira e de elenco para trabalhar. Já nesse que estamos falando hoje, tudo é muito precário, por isso vemos uma preocupação do Zé em fazer tudo parecer um filme normal, mas a gente sabe que havia um esforço danado e muita criatividade do nosso querido mestre, para fazer o projeto acontecer, independentemente dos recursos que ele detinha.
 
Em um momento do filme, o personagem de Mojica diz: "-as emoções não fazem sentido" e mais para frente vamos entender o porque tudo aquilo, já não faz mai sentido.

E continuam a chegar hóspedes nesse hotel, nesssa sombria noite de Agosto, (uma sexta-feira 13 para variar). Jason adoraria participar desse filme, penso eu...rss

Chegam também jogadores de pôquer e uma coisa que chama atenção é o curto intervalo de tempo da chegada de cada novo hóspede. Até que um desses possíveis hóspedes não é aceito pelo personagem de Mojica. Ele demonstra ser um homem poderoso e diz que isso não vai ficar barato, o homem fica indignado por não poder se abrigar no hotelzinho durante a tempestade. Pega seu casaco com a ajuda do funcionário do hotel e dá linha.

Outra coisa que intriga o espectador é um relógio de parede que não tem ponteiros e que fica em um ponto visível logo na entrada da pessoa no estabelecimento.

Uma frase de Mojica, deixa a história ainda mais intrigante: "Sempre existirá vaga para quem voluntariamente ou involuntariamente for indicado à minha casa".

E o filme vai passando com imagens se alternando em cada quarto de cada grupo (vamos dizer assim) de hóspedes desse hotel macabro. O casal Leonardo e Mirian, continuam na pegação e depois de muitas cenas, o homem finalmente começa a transar com a sua mulher, os hippies tiram as roupas e com músicas aproveitadas de outros filmes do Zé, começam a gritar: Tá todo mundo nú, oba!!! e vemos repetidas cenas de nudez, principalmente de mulheres no que sugere uma suruba coletiva sem fim. 

Vemos outro prazer do homem, que se mostra na imagem da jogatina, aonde homens apostam dinheiro em um jogo num quarto com pouca luz e coloração vermelha. Vemos também o homem mais novo, discutindo ainda com a mulher mais velha, o homem agoniado que demonstra querer se matar, bandidos comemorando com joias nas mãos um assalto aparentemente bem sucedido, entre outras coisas. Até vemos os empregados metendo o pitaco na vida de alguns dos hóspedes.

jogatina

hippies
]
Um fato interessante que merece destaque é sabermos que o diretor Marcelo Motta, dirigiu filmes como Chapeuzinho Vermelho a Gula do Sexo e o Império do Sexo Explícito, isso depois de aparentemente ter sido dispensado pelo seu mestre José Mojica Marins. Segundo o que apurei, Mojica ficou irritado com a suposta falta de qualidade de Marcelo. Erros em cortes de cena, desperdício de material e para um cara que sempre soube muito bem o que fazer com pouco dinheiro, Marcelo não era um profissional que conseguia fazer o que Zé fazia, talvez por isso, encerraram a parceria profissional.

Marins por sua vez fez outros filmes com orçamento sofrível, como por exemplo: Inferno Carnal, Perversão, Mundo - Mercado do Sexo e Delírios de um Anormal.

Contra a sua vontade, isso todo mundo que viu a série protagonizada por Matheus Nachtergaele, Zé do Caixão sabe, fez Mojica por pressões do mercado e pela situação financeira sua, que se agravava a cada dia, fazendo ele dever para fornecedores, atores, etc ter que se entregar ao mundo do pornô. 

Série com Matheus Nachtergaele

E como Mojica sempre foi polêmico, no submundo dos filmes pornô da Boca do Lixo não poderia ser diferente. 

Ele fez filmes que chegam a ser mais assustadores que alguns de seus filmes de horror, como por exemplo: A Quinta Dimensão do Sexo e 48 horas de Sexo Alucinante, aliás se eu não estou enganado, nesse filme, morreu uma das atrizes. O filme foi considerado por muita gente do cinema, um dos filmes mais bizarros já feito no mundo, com até cenas envolvendo animais. José Mojica obviamente em diversas entrevistas já demonstrou total arrependimento por ter feito produções como essa. 



Dr. Frank na Clínica das Taras é outro filme que ficou sumido e que pouca gente viu. Depois disso, nosso cineasta teve que dar um tempo com os filmes e voltou só em 2006 com A Encarnação do Demônio, talvez um dos seus filmes mais bem produzidos e que mais custou dinheiro também.

Bom, mas vamos terminar essa crítica. O fato é que depois de muitas cenas, muitos closes nos olhos de Mojica, que nesse filme não é o Zé do Caixão e sim um outro personagem, que inclusive usa um chapéu e não uma cartola, descobrimos numa reviravolta que todos os hóspedes do hotel e os funcionários estavam mortos. Cenas explicando a morte de cada um deles são mostradas em maneira de mini-flashbacks e aí entendemos porque os nomes deles já constavam no livro do dono do hotel.

Por exemplo, os hippies morrem em acidente de motos e eles chegaram montados em motos, ao hotel. Mostra também a traição que o homem mais jovem praticou na mulher mais velha e ela indo para cima da amante. Outra morte explicada é a do suicida e também dos bandidos, que pelo que dá a entender, morreram no assalto ao banco. E todos percebem que seus relógios estão parados, só não percebem que os relógios pararam no momento em que cada um morreu, em cada situação diferente um dos outros.

No final do filme, a mulher que transava com o marido, Mirian, saí correndo nua em busca da luz (o que na minha interpretação significa que ela foi salva) e o marido fica no hotel gritando o nome da amada. Ou seja, ele não teve a mesma sorte...hehehehheh

Mirian ao lado do dono do hotel

Mostra também o homem que não se conformava com o fato de não ser aceito no hotel. Ele volta com a polícia mais se surpreende ao saber que aonde estava o hotel, agora existe um cemitério no local. Mostrando que aquele hotel, nada mais era do que uma espécie de porta de entrada para o inferno e aquela dança inicial das mulheres seminuas ao som de atabaques do monólogo do filme, nada mais era do que o purgatório.

Em suma, o filme tem momentos extremamente cansativos, desnecessários mas que são recompensados pela criatividade de Mojica, pelo trabalho de Motta e pela ideia que até aquele momento era algo relativamente novo.


Dizem que a essência desse filme teria saído de dois seriados de horror, muito antigos, o primeiro Além Muito Além que passou na TV Bandeirantes em 1967 e 1968 e O Estranho Mundo de Zé do Caixão que passou na TV Tupi em 1968.

dvd que mostra um compilado

Esse filme é a prova de que Marins sempre soube tirar leite de pedra. Muitos podem falar, -Nossa mais o efeitos são toscos!!!, outros podem rir das cenas, das falas dos atores, confesso que até eu que sou suspeito para falar do Zé, ri em algumas cenas, mas é inegável o talento desse cara. Imaginem fazer tudo o que o Zé fez, com poucos recursos, no período da censura dos militares (ditadura) e ainda com um gênero, que ninguém se arriscava a fazer, que é o caso do horror, que até hoje, ainda tem pouca repercussão em nosso país, que sempre deu mais valor para as novelas, para filmes pornochanchadas e filmes que retratam a miséria e o sofrimento dos mais pobres?

Minha nota do filme: 6.5

Porque apesar das cenas repetitivas e desnecessárias, o filme apresentou uma idéia inovadora para a época e mesmo com poucos recursos, consegue transpor o espectador para aquele mundo de prazeres mundanos, terror e no final, ainda nos dá uma lição de que uma hora a conta vem.

Espero que tenham gostado e fico aguardando os comentários de vocês.

Um grande abraço!!!

THE INFORMETAL - Um site para quem gosta do que foge ao normal!!! Curiosidades, cinema e música, aqui é o seu lugar!!!

 




































 












 



















 















 
 

domingo, 20 de maio de 2018

O ROCK DO DIA DAS BRUXAS OU HEAVY METAL DO HORROR


O ROCK DO DIA DAS BRUXAS OU HEAVY METAL DO HORROR (crítica do The Informetal)


poster do filme


Hail brothers and sisters do The Informetal!!! (contém spoilers).

Aproveitando a passagem do Madman pelo Brasil, aproveitei para assistir à um filme de 1986 de Charles Martin Smith, que tem uma pequena participação do nosso querido Ozzy e também do Gene Simmons do KISS. 

O filme em inglês se chama: Trick or Treat, fazendo uma clara alusão à brincadeira que os norte-americanos fazem no Halloween, o famoso Doce ou Travessuras. E em português, o filme ficou conhecido aqui no Brasil por passar no SBT, com o nome de O Rock do Dia das Bruxas ou como em alguns sites encontrei: Heavy Metal do Horror.

O filme conta a história de um garoto chamado: Eddie Weinbauer, vivido pelo ator Marc Price que gosta muito de rock and roll em especial um astro de rock chamado Sami Kurr (Tony Fields). 

Marc Price (Eddie Weinbauer)
Como é típico em filmes norte-americanos, tem sempre aquele aluno que sofre bullying, seja por ser estranho, introvertido, gordo, feio, ou com alguma outra característica que não bata com a do popular, bonitão, loiro e jogador de futebol americano.

Aliás toda vez que vejo essas tragédias que acontecem nas escolas norte-americanas, eu penso nisso. Em como é bem dividido nos EUA as turmas na escola. Entre os esquisitos, nerds e que são isolados e os populares, bonitos e que não querem se misturar com os que não são como eles.

Pois bem, ele vive sofrendo bullying na escola e começa a querer se vingar, em especial do garoto loiro popular do colégio, Tim Hainey vivido do Doug Savant. 

Tim

Até que um dia mexendo nas roupas em casa, colocando as roupas para lavar, Eddie vê uma reportagem na tv falando exatamente do seu ídolo e a quem tinha escrito uma carta na noite anterior. Só que a notícia não era nada boa para ele, pois o seu ídolo Sami Kurr, (um roqueiro doidão, que tem um jeitão meio hard rock), havia acabado de morrer num incêndio.

Transtornado o garoto vai até o seu quarto e rasga todos os pôsteres das bandas que gosta: Judas Priest, KISS, Lizzy Borden entre outros artistas. 



Mas ao rever um amigo, que toma conta de uma rádio, a rádio WKLP, seu amigo Nuke (Gene Simmons) lhe dá como última recordação um disco do Sami Kurr, inédito e promete à ele que tocará uma cópia que ele fez em fita cassete a meia-noite para homenagear o roqueiro morto.


Gene Simmons (Nuke)

Eddie volta a se animar e coloca o disco em casa, naquele ritual que todo headbanger de verdade faz quando vai ouvir um disco novo que acabou de adquirir.

Só que Eddie percebe que ao ouvir o disco ao contrário, o falecido Sami Kurr se comunica com ele. E ele começa a criar coragem para se vingar da turma do Tim Hainey.

Ele até tenta fazer com que seu amigo acredite, mas o amigo nem dá bola.

o amigo nerd
 
Ele apronta uma com o xarope do Tim Hainey e é convidado por uma garota Leslie Graham (Lisa Orgolini) que demonstra ter uma quedinha por Eddie, a participar de uma Pool Party (Festa na Piscina) na casa de uns amigos dela.


Lisa Ortolini (como Leslie Graham)

Chegando lá, ele dá de cara de novo com o chato do Tim e ao tentar explicar que estava lá para falar com a Leslie, a namorada do chatão do Tim, Genie Hooster (Elysia Richards) fala que ele não é bem vindo na festa e o encoraja Eddie a dar linha da festa. 
Mas antes que ele pense em sair, Tim joga o pobre Eddie na piscina que é salvo por Leslie, mas nem isso o faz evitar de Eddie ficar p da vida com Leslie e o garoto saí nervoso da festa, todo encharcado, deixando a garota falando sozinho.

Em casa, a comunicação com o morto só aumenta até o dia em que a coisa foge do controle.

Tim Hainey está no começo de um rala e rola com a sua namorada Genie Hooster quando ele resolve sair do carro por alguns minutos. Nesse meio tempo a garota coloca uma fita cassete prateada que Eddie deu à Tim como pedido de desculpas pelo o que ele fez com Tim no colégio.

A garota não sabe que a fita é amaldiçoada e ouve a fita.
Só que ela não sabe que aquela fita estava "batizada" por Sami Kurr (o roqueiro do além) e numa cena engraçada e muito bizarra, ela começa a se "excitar" ouvindo a fita num walkman daqueles bem típicos dos anos 80.

Elise Richards

no papel de Genie Hooster

A roupa da garota com a força de uma aura verde fluorescente começa a se abrir,  primeiro a blusa, depois o sutiã, depois a calça e por fim ela está seminua, suando bastante como se estivesse sendo estimulada por alguém. 

Quando abre os olhos, tem um monstro gigante e com uma língua enorme bem em frente à ela, que grita desesperadamente. Tim, o chatão vem correndo e encontra ela desacordada e com os fones de ouvidos grudados na orelha...rssss É muito bizarro...rsss 

dá um liga no monstro...rss

Imediatamente Tim vai tirar satisfações com Eddie, mas ao ver Eddie com sua casa com duas abóboras com velas acesas, o machão se acovarda e ameaça Eddie de longe. Ao saber que a namorada do seu inimigo havia ido parar no hospital Eddie vai tirar satisfações com Kurr que não lhe dá ouvidos e quer continuar a vingança.

A partir desse momento o roqueiro vai ganhando cada vez mais força e é justamente aí que o filme peca.

Uma mistura de Joey Demaio com Paul Stanley

Quando a gente pensa que ele vai chegar para arrebentar, ele aparece no baile da escola e após sumir com o vocalista de uma bandinha que ia animar a festa, ele canta uma música com a banda do vocalista que ele deu sumiço.

Em pouco tempo ele começa a atacar os estudantes com sua guitarra e o caos toma a escola.

A participação de Ozzy no filme é minúscula, mas é engraçada. Ele faz o papel do Reverendo Aaron Gilstrom que numa entrevista de tv, diz que o rock é pornográfico e que tem que acabar...rss

Ozzy pastor?? rsss


Imaginem o Ozzy Osbourne como pastor, pedindo o fim do rock and roll...rss

Durante o filme vemos o roqueiro Kurr matando o reverendo, pela televisão....rss

O filme tinha tudo para se tornar um clássico do terror trash dos anos 80. Mas além de não ter nada de gore, é fraco e um pouco cansativo. Principalmente as partes que o menino fica falando com o morto através do disco.

Poderia ter sido resumida e aproveitado cenas externas.

Lisa Orgolini

A idéia não era ruim, quem sabe se no futuro alguém fizesse um remake mais bem feito, poderia ter até algum sucesso.

Não é nem de longe bom como Sleepaway Camp (Acampamento Sinistro) ou Night of the Demons (A Noite dos Demônios) que são filmes dessa época e que se tornaram verdadeiros clássicos dos filmes de terror norte-americanos dos anos 80.

A imagem acima é da Leslie, indo para o baile, pensamento que supostamente encontraria o esquisito Eddie, mas Eddie não vai a festa, justamente pensando numa maneira de deter o Sami Kurr.

O filme acaba sem muitas supresas e não deixando muita brecha para uma continuação.

Nota: 5.0
 



 










































 
















 




















terça-feira, 8 de maio de 2018

DOCE VINGANÇA 3 - A VINGANÇA É MINHA

DOCE VINGANÇA 3 - A VINGANÇA É MINHA- (Crítica do The Informetal)

Título Original: I spit on you grave: Vengeance is Mine- 2015

poster japonês do filme

Assisti finalmente à esse filme de R. D. Braunstein, filme de 2015, que continua a história de Jennifer Hills, o filme já teve outras duas edições. Na verdade, o filme é um remake de um filme de 1978, de mesmo nome: I Spit On Your Grave ou em português A Vingança de Jennifer. E assim como chocou o povo em 1978, obviamente nenhum estúdio de cinema iria investir em algo assim, que não pudesse chocar ainda mais. Acredito eu, que o diretor não esperava o sucesso que fez e por essa razão, do sucesso, resolveu fazer a continuação e agora, mais um filme.

cartaz do filme de 1978

Devemos deixar bem claro antes de tudo, que o segundo, não se passa com a protagonista do primeiro, é outra história a parte e até pensei que teria um correlação do 2 com o 3, mas não teve.

cena do 2


Poster do 1

Mais um poster do filme de 78

Como isso aqui se trata de uma crítica, quem não quer saber nada do filme, por não ter assistido ainda, recomendo não ler.

Agora quem já assistiu e quer ter uma outra visão do filme, aproveite o texto que é uma crítica do The Informetal.

cena do primeiro filme

Passado os eventos traumatizantes do primeiro filme, Jennifer Hills (Sarah Butler), decide fazer sessões com uma psiquiatra e não satisfeita com o resultado, entra para um grupo de ajuda a vítimas de abuso sexual.

No grupo ela conhece algumas pessoas e em pouco tempo faz amizade com uma garota em especial que participa desse grupo. A garota tem uma pegada bem "revolts" assim como ela Jennifer e não demora para ela se identificar com essa garota.

Mas em pouquíssimo tempo de amizade, ela recebe a péssima notícia de que a sua mais recente amiga é assassinada e que o ex-namorado dela, é o principal suspeito.

Pronto, era o que precisava para Jennifer, que se apresenta nesse filme como Angela, voltar novamente a alimentar ideias de vingança.

Jennifer sempre pensativa...

O filme trabalha muito o olhar da mulher que sofre um trauma e do olhar delas, parece que todo homem que se aproxima, é um tarado/ maníaco / estuprador em potencial. Tanto é que na empresa aonde Jennifer trabalha, um rapaz que tenta se aproximar dela, leva altos foras, justamente por Jennifer estar assim tão aversa à qualquer tipo de homem. Tudo bem que cá para nós, o rapaz era bem insistente...rss

Mas como íamos dizendo, o ponto de partida para despertar o ódio novamente na protagonista, é a morte repentina de sua amiga de grupo.

A partir daí ela vai atrás do tal ex-namorado de sua amiga e não sossega só nele, vai de homem em homem que na visão dela, merece uma lição. Tem o padrasto de uma menina que frequenta o grupo e que supostamente abusa da menor de idade, tem pessoas na rua que vivem provocando e assustando Jennifer, enfim, ela não tem mais limite.

É legal como o filme trabalha esse lance do que é certo ou errado. Tudo bem, Jennifer sofreu uma violência assim como centenas de mulheres sofrem todos os dias, mas será que é certo ela passar por cima da morosidade da justiça e tentar resolver as coisas com as próprias mãos?

Aqui vale uma observação. A India é o país com maior número de estupros no mundo. E o Brasil vem em segundo. São dados realmente assustadores.

Agora como se trata de um filme, vale até a protagonista se vestir de maneira provocante, como uma estudante colegial, para atrair as vítimas, como mostra na imagem abaixo:

Angela provocando...

Outro ponto interessante é que por alguns momentos, concordamos em parte com ela, parece que quando acontece algo com um homem, as autoridades dão mais valor, agora quando é uma mulher não. O fato é que Jennifer perde a mão e o grupo que serviria para ajudá-la a passar por cima dessa fase tão terrível de sua vida, faz com que ela fique cada vez mais motivada em fazer vingança.

Só que o filme muda tanto se comparado ao primeiro, que pensamos até que é outra franquia e não a I Spit On Your Grave que conhecemos.

Imagem de promoção do filme

No primeiro filme, ela, uma escritora, resolve ir para um lugar isolado para terminar de escrever um livro e lá é atacada brutalmente por diversos homens, inclusive pessoas que eram para estar defendendo as mulheres de gente assim.

Ela ressurge das cinzas, como uma espécie de fênix vingadora e caça um a um dos seus agressores. As cenas de tortura são de virar o estômago e talvez foram justamente essas cenas, que fez o filme fazer tanto sucesso.  Afinal, para muita gente é bom, ver gente ruim se dando mal.

Mais uma cena do 3, Jennifer se veste de mulher fatal


Agora voltando ao filme número 3, que é que estamos comentando, o grupo de apoio às vítimas possui apenas um homem. E esse homem está no grupo justamente porque a filha dele teria sido violentada por um professor de academia.

Por alguns momentos, pensamos até que esse homem, possa ser um desses tipos que Jennifer tanto odeia, mas quando ela própria ouve a história do homem, sente tanta dó dele e da filha, que resolve fazer justiça para ele também. Seu nome é Oscar (Doug McKeon) e na minha visão, foi um dos personagens mais interessantes do filme depois de Jennifer.

E essa suspeita se deu, porque toda vez que a polícia ia atrás das pessoas do grupo para tentar entender o porque de mortes estarem acontecendo, Oscar era um dos primeiros a se incomodar, mas ele se incomodava não pela polícia estar fazendo o trabalho dela, mas sim por achar que nada disso traria a filha dele de volta. Ele guardava uma revolta dentro de si, um senso de injustiça eterno que nunca iria passar.

O detetive, a amiga de Jennifer, a psicóloga ao meu ver, são personagens importantes para a história, mas que não trazem nada de muito relevante.

Em seus 92 minutos, o filme mais chama atenção do que simplesmente decepciona. É lógico que muita gente criticou a maneira diferentona como o diretor tratou essa terceira edição, mas no final é um bom filme.

Sarah Butler

Sarah Butler que até então era desconhecida de muita gente, ficou conhecida por causa dessa franquia e não estranhe de ver ela protagonizando outros trabalhos, porque a atriz se doou de corpo e alma à I Spit On Your Grave.

Outra coisa que vale ressaltar, é o fato de não mostrar um parente sequer da protagonista. Irmã, irmão, pai, não se sabe nada da vida dela, além de que ela trabalha e que sofreu uma grande violência no passado.

Acredito até, que possa ter um quarto filme da série, tudo vai depender da vontade de Sarah Butler viver novamente a personagem e dos estúdios tentarem mais uma vez, extrair algo dessa história.


Nota 6.2