domingo, 24 de março de 2019

2 FILMES QUE CONTA HISTÓRIAS DO MUNDO HARD & HEAVY QUE ESTÃO DANDO O QUE FALAR


2 FILMES QUE CONTAM HISTÓRIAS DO MUNDO HARD & HEAVY QUE ESTÃO DANDO O QUE FALAR!!!





THE DIRT (2019)

The Dirt (2019)

Sexta-Feira eu assisti o lançamento da Netflix, The Dirt, filme que faz um apanhado de alguns acontecimentos da banda de hard rock norte-americana: Motley Crüe.

O filme já começa mergulhando o espectador na cena rock dos anos 80, especialmente na Sunset Strip, avenida que ficou famosa pelos bares aonde se apresentaram boa parte das bandas mais conhecidas do gênero. E que para boa parte do mundo, ficou conhecido como glam metal.

Dirigido por Jeff Tremaine, The Dirt faz jus ao título de sexo, drogas e rock and roll. Aliás, para mim, existem bandas que caracterizam bem esses elementos e sem sombra de dúvidas, o Motley Crüe é uma dessas. Além de fazer tudo no limite, eles gostavam de "causar" e deram muito trabalho para os empresários, por agirem como adolescentes irresponsáveis, só que com grana para potencializar toda essa loucura.

No elenco Iwan Rheon faz o papel de Mick Mars, Colson Baker ou Machine Gun Kelly (nome artístico do rapper que faz o papel do batera da banda), Tommy Lee, Daniel Webber, atua como Vince Neil e Douglas Booth faz o polêmico Nikki Sixx.

O filme dá dicas de que algumas coisas, não seriam exatamente como aconteceram, mas a essência dos fatos, foi retratada no filme. Temos o acidente de Vince, a sua prisão, o uso excessivo de drogas de Nikki, as relações amorosas desastradas de Tommy e o drama família de Vince, que ao meu ver, não foi retratado da maneira correta.

Tommy Lee no filme vivido por Colson Baker

O filme se analisarmos ele, pelos olhos de um crítico de cinema, é uma verdadeira bagunça. Mas as apresentações, a recriação daquele ambiente na Sunset Strip nos anos 80, os carros, as roupas, as baladas, tudo isso é muito bem feito, afinal, norte-americanos nesse tipo de coisa, sempre capricham muito.

Essa cena é engraçada

Na minha opinião é difícil demais contar a história de uma banda que está na estrada a tanto tempo. Atuou de 1981 à 2000 e depois de 2004 à 2015, por isso, uma série seria melhor, detalharia mais alguns acontecimentos que num filme de 1 hora e 47 minutos. Destaque para a cena que mostra a primeira vez que Nikki apagou com o uso excessivo de drogas.


Motley Crüe no filme

Mas, entre perdas e ganhos, é uma boa experiência. A banda não proibiu nada até aonde sei e cenas de sexo e drogas e elas são bem explícitas e podem causar um certo choque em quem não está acostumado com esse tipo de filme.

Aliás, as cenas de sexo estão por toda parte nos fazendo pensar que para a banda, não tinha lugar, tempo ruim, ou qualquer outro impedimento, se a mulher quisesse, eles iam para cima mesmo, não respeitando nem as mulheres de amigos ou de empresários. O que penso que na verdade aconteceu mesmo, mais isso com certeza, vai despertar a ira das feministas de plantão. Pareciam cachorros no cio, literalmente.

Acredito que se um dia fizerem um filme do Manowar, esse assunto de sexo, não será muito diferente, se retratado.

Motley Crüe

A atuação dos atores estão muito boas, só não gostei do choro de Vince, quando a banda se reúne novamente, depois de um tempo separados, achei patético.

O ator que faz o papel de Tommy Lee e que é rapper na vida real, ele parece muito bobo no filme, não creio que o Tommy Lee de verdade, era tão bobo assim quando jovem, ficou bastante caricato.

De todos, o que mais gostei da atuação foi Iwan Rheon, que fez o papel do perverso Ramsay, ele fez muito bem o papel de Mick Mars e para mim, um dos personagens mais cativantes do filme.

O filme passa rápido e gosto quando filmes me deixam preso a história, a ponto de esquecer do tempo. Entretenimento e bons momentos, pode não ser o melhor filme de história de uma banda de rock, mas também está longe de ser o pior, recomendo!!!
 

Minha Nota: 7.3


LORDS OF CHAOS (2019)

Lords Of Chaos (2019)

O filme que vou comentar agora, como podemos ver na imagem acima, é bem diferente até na foto que escolhi, para ilustrar o título. É extremamente mais pesado que o que acabei de comentar. É justamente o o oposto em todos os sentidos. Enquanto The Dirt, mostra um cantinho dos EUA ensolarado, cheio de bares, aquele clima de lugar de praia, garotas com roupas curtas, músicas que celebram o rock and roll, festas, alegria, sexo, etc.

Lords of Chaos mostra uma Noruega cinzenta, fria, com adolescentes deprimidos, mais apaixonados por rock and roll, mas com bandas que possuem letras profanas, que fazem ataques ao Cristianismo, a Igreja Católica entre outras coisas.

Rory Culkin como Euronymous

O filme começa na casa de Euronymous, seu nome não artístico Oisten Aarseth, que mais tarde viria a se tornar líder da banda Mayhem e no filme é interpretado pelo ator Rory Culkin, que é irmão do ator Macaulay Culkin. No filme também tem o filho do Val Kilmer, que interpreta o papel de Per Yngve Olin.

Mas voltando a história:

Euronymous foi responsável por iniciar a Segunda Onda do Verdadeiro Black Metal Norueguês. O filme mostra um Euronymous centrado em tentar fazer a sua banda acontecer e em pouco tempo, vemos uma evolução, principalmente quando ele abra a loja Helvete (Inferno) aonde vende discos da cena black metal e de outras bandas que não necessariamente tocavam black metal.

Euronymous e Dead no filme

Mais um pouco antes disso, Euronymous coloca um anúncio nos jornais e chega até Dead. Dead morava em Estocolmo e tocava numa banda chamada Morbid, mas após ver o anúncio de Euronymous, ele foi para a Noruega para assumir os vocais do Mayhem.

Dead mandou uma carta com um porquinho da Índia em estado de decomposição, isso chamou a atenção de Euronymous, que prontamente, o aceitou na banda. Esse acontecimento, vemos no filme.

Necrobutcher, outro músico da banda, certa vez afirmou que Dead fazia um corpse paint bem diferente dos que vimos antes dele, em bandas como Alice Cooper ou KISS. Ele queria chocar, queria parecer um morto vivo. Hellhammer foi além, disse que Dead foi o primeiro músico de black metal a usar corpse paint.

Dead também enterrava suas roupas e as removia de buracos embaixo da terra, no dia do show, para segundo ele, fazer o show sentindo o cheiro da morte.

We are Lords of Chaos!!!

Ele também se cortava, com facas e pedaços de vidro quebrados, o que tranformava qualquer apresentação do Mayhem em algo muito violento, bizarro e lendário.

Cabeças de porcos e ovelhas eram comuns também nas apresentações do Mayhem. Dead empalava essas peças, que ficavam bem visíveis na frente do palco.

Em depoimentos de integrantes da banda, diferente do que mostra o filme, as brigas entre Dead e Euronymous, eram constantes. Certa vez Euronymous teria dado tiros com espingarda para o céu, para assustar Dead e esse, segundo Varg Vikernes, teria esfaqueado certa vez, o companheiro de banda Euronymous.

No dia 8 de Abril de 1991, essa parceria que começou em 1988, chegou ao fim. Não é segredo para ninguém que conhece um pouco a história do Mayhem, que...

ALERTA DE SPOILERS!!!

Sim, Dead se matou. Euronymous o encontrou com os pulsos cortados e com um tiro de espingarda na cabeça.

Stian "Occultus" Johanssen disse certa vez, que Dead sabia que ia morrer e que ele não se via como alguém desse mundo.

Já Necrobutcher disse que ficou chocado ao ver a maneira como Euronymous tratou da morte do companheiro de banda e disse que se ele, não sumisse com as fotos que tirou de Dead morto, ele nunca mais voltaria para a banda.

O fato é que Euronymous usou bastante essa história de tirar a foto e fazer a capa do cd e isso catapultou o Mayhem para a fama de banda mais sinistra de todos os tempos.

Logo depois da morte de Dead, que ao meu ver no filme, poderia ter sido mostrada de maneira mais dramática e mais demorada, veio o Inner Circle.

O Inner Circle (que não é aquela banda jamaicana) foi um movimento anti-cristão que foi construído por membros de algumas bandas daquela época. E o Mayhem era uma delas.

No filme, vemos uma organização bem pequena e com poucos membros. Dizem que na vida real, tinham mais membros de mais bandas.

Eles celebrando a queima de mais uma igreja...

E sim, os incêndios em igrejas aconteceram. E conseguiram destruir algumas igrejas muito antigas, o que para eles era uma espécie de troféu.

No filme essa parte da queima de igrejas é bem retratado. Inclusive os incêndios e as igrejas que mostram no filme, nos passam um grau de realidade muito grande.

Mas o grande lance do filme, é a relação tumultuada, recheada de inveja e ódio, entre Euronymous e Varg Vikernes.

Varg pede ajuda para Euronymous para lançar o disco de sua banda Burzum. E no filme, vemos um Euronymous que incita Varg a incendiar igrejas e o incentiva com o álbum do Burzum, mas que no fundo, estaria usando o músico, para dar andamento a sua banda, o Mayhem.


Emory Cohen - Varg "Kristian" Vikernes

No filme também vemos um Euronymous com inveja da ascenção de Varg, mostra até um Varg que levava muitas fãs para a cama enquanto Euronymous não aceitava que um cara que veio depois dele, pudesse estar fazendo mais sucesso que ele.

O que mais tem é versões na internet e em documentários sobre a relação dos dois, o que de realmente concreto aconteceu é que na noite de 10 de Agosto de 1993, Varg viajou até Oslo, saindo de Bergen com seu colega Snorre Ruck, percorreram 518km e chegaram ao apartamento de Euronymous, segundo Varg, ele queria entregar o contrato que Euronymous teria mandado para ele assinar. Depois de um desentendimento, ele teria desferido 3 golpes em Euronymous, sendo o último na cabeça e vitimando o fundador do Mayhem e o dono da loja Helvete.

Dead
No filme a cena da morte de Euronymous foi muito criticada. Primeiro, porque no filme, temos uma cena que antecede a morte, aonde uma suposta namorada dele, interpretada por Sky Ferreira (Ann Marit) teria cortado o cabelo de Euronymous. Varg diz que isso é mentira, que no dia que matou o líder do Mayhem, ele ainda fazia uso de cabelos longos.

Outro fato curioso do filme é que enquanto Euronymous sofre com as facadas que Varg deu nele, ele Varg prepara um achocolatado, o que segundo versões da internet, também não aconteceu.

Varg disse em entrevista que acreditava que Euronymous era homossexual. Que nunca existiu uma suposta namorada, como a personagem de Sky Ferreira, que vemos na foto abaixo, seduzindo Euronymous e Varg, com um strip tease.


Sky Ferreira vive Ann-Marit

Em entrevista ao Metal Injection, o diretor do filme Jonas Akerlund, que foi baterista da banda Bathory, disse que sempre pensou no filme, com as músicas do Mayhem e foi com os pais de Euronymous que ele conseguiu autorização. O filho de um dos membros do Mayhem, Atila Csihar, participa do filme e segundo o diretor, ele também conversou com Anders, irmão de Dead, conversou com Necrobutcher e com Hellhamer. Todos estavam muito envolvidos, disse o diretor.


Cena do clipe do Metallica

Ao perguntarem sobre a irritação de Varg, ele disse que vê com naturalidade, que entende que Varg poderia ficar chateado, mas que o que ele conta no filme, não foge muito do que Varg já teria dito em dezenas de entrevista que ele já deu. E o diretor vai além, diz que talvez Varg foi o personagem que viveu a história que mais falou sobre tudo que aconteceu naquela época.

Em outra entrevista o diretor disse que na época, viu que aqueles incêndios de igrejas, tinha um enredo sombrio e pensou que poderia escrever um roteiro para um filme tentando humanizar um pouco esses garotos, que para o mundo, ficaram conhecidos como uma espécie de senhores do mal.
Foi aí que pesquisou diversos livros, documentários e fotos, para fazer o filme.

E para algumas pessoas mais observadoras, foi claro perceber que o clipe da banda Metallica, ManUNKind, tem cenas que foram aproveitadas no filme, principalmente quando mostram algumas das lendárias apresentações de Dead. Sim e isso aconteceu porque quem dirigiu o clipe, foi Jonas Akerlund, o mesmo diretor do filme.

Inclusive, acho que poderiam ter explorado mais essas apresentações, justamente, por não termos registros em vídeo delas. Sempre tive curiosidade de saber como eram essas apresentações do Mayhem de 1988 até 1991 e o filme deu uma pequena amostra, que fez com que meu imaginário, viajasse longe, uma grande pena, que foi bem curto. Mais uma vez digo, teria que ter sido maior, mesmo sabendo que na realidade a passagem do Dead pela banda foi muito curta, se o diretor estendesse um pouquinho mais, acredito que ficaria ainda mais legal.

Skarsgard como Faust
Valter Skarsgard fez o papel de Faust, a cena com o homossexual me impressionou tanto quanto a morte de Dead. Já a aparição de um cara que é muito importante para a cena, que é o Gylve "Fenriz" Nagell da banda Darkthrone, foi quase imperceptível, quem o interpretou no filme, foi o ator Andrew Lavelle.

Outra coisa que senti falta, foi dos membros do Satyricon (uma das poucas bandas do gênero que sou fã). Pois segundo o que apurei eles também participaram do Inner Circle, mas entendo que seria difícil para o diretor fazer todos os principais nomes aparecer.

Lords of Chaos teve ao meu ver, a mesma dificuldade que Bohemian Rhapsody, filme que já falei aqui no blog, por ter muitas histórias para contar e pouco mais de 1 hora e 40 para contar todas essas histórias. Na minha humilde opinião, Lords of Chaos e Bohemian Rhapsody poderiam tranquilamente terem virado séries. No formato de série sim, muitas coisas poderiam ser melhor esmiuçadas e detalhadas.

Aliás, acho que esse lance de fazer filme, contando história de bandas e de músicos, vai pegar e espero que saiam no futuro filmes de bandas como Motörhead, Guns N' Roses e Led Zeppelin.

Uma coisa que já ia esquecendo de falar e que é importante para a resenha. O filme foi baseado no livro que deixo uma foto abaixo, de Michael Moynthan e Didrik Soderlind.

Livro que baseou o filme


Para quem curte metal e especialmente black metal, como eu, esse filme é obrigatório. Mas se você quer ver algo mais documental, recomendo o filme Until The Light Takes Us ou outro, esse segundo eu não vi: Once Upon a Time in Norway.

Imagens da capa dos dvds, abaixo:

Until the Light Takes Us

Once Upon A Time in Norway


E uma última curiosidade, essa cena que vemos no teaser do filme, que mostra Dead ainda criança, quase morrendo, não lembro de ter visto no filme, acho que ficou apenas para o teaser mesmo.


Dead criança
Minha Nota: 8.7
















































terça-feira, 5 de março de 2019

PARAÍSO PERDIDO

PARAÍSO PERDIDO




Sabe aqueles filmes que a gente assiste e não esquece tão cedo? Pois bem, esse é Paraíso Perdido.

Eu vejo filmes quase que todas as semanas e dentre esses muitos filmes que eu tenho visto, Paraíso Perdido, produção de 2018, com direção de Monique Gardenberg, que trabalhou em O Pai Ó de 2007 foi o filme que assisti mais despretenciosamente e que mais me deixou satisfeito ao seu término.

O lugar para aqueles que sabem amar, assim é como é apresentado logo no começo do filme a boate Paraíso Perdido que é comandada por José (Erasmo Carlos) e alguns outros membros de sua grande família.

Lá vemos seu filho Ângelo vivido pelo ator Júlio Andrade, que entre outros filmes trabalhou em Serra Pelada (2013) e Imã, (Jaloo), que se apresenta como uma drag queen no palco. Em pouco tempo eles conhecem o policial Odair, vivido pelo ator Lee Taylor. Mas temos também Eva (Hermila Guedes) que trabalhou entre outros no filme Assalto ao Banco Central (2011), Malu Galli faz a mãe de Odair, no papel de Nádia.

Humberto Carrão interpreta o professor Pedro, que fica num chove não molha danado, com a personagem Imã. No elenco ainda podemos destacar Marjorie Estiano que vive Milene, Felipe Abib, que vive Joca e Júlia Conrad, sua namorada Celeste. Para concluir, ainda temos Nicole Puzzi como Lídia e Seu Jorge como Teylor.

Conrad, Erasmo e Jaloo

O filme mistura várias histórias de amores, desilusões, a história de alguém que está na cadeia, mas paralelo a tudo isso, a casa noturna serve de refúgio não só para quem vai até ela, ver aos shows musicais, mas também para quem faz parte daquela família.

As músicas, são o ponto alto do filme e mesmo em sua maioria, sendo de artistas considerados bregas, no Brasil, nos proporcionam momentos deliciosos que fazem a gente curtir cada apresentação, como se estivesse sentado em algumas das mesas de Paraíso Perdido. A diretora disse em entrevista, que cresceu ouvindo esses cantores e talvez por isso, recheou seu filme com essas canções.

Guedes e Estiano

O filme trata discretamente do tema linguagem de sinais, aonde temos uma personagem que é muda e que se comunica com o filho apenas com as mãos, temos também um tema bem comum nos dias de hoje, que é o preconceito contra a comunidade LGBT, seja de quem se relaciona com alguém que é LGBT ou mostrando aqueles que agridem, alguém que tem essa orientação sexual.

Jaloo como Imã

Nas músicas, temos um pouquinho de tudo, desde As Minhas Coisas de Odair José, a música de Márcio Greik, até Raul Seixas e Roberto Carlos.

Mas o grande destaque fica pela canção Amor Marginal de Johnny Hooker, interpretada de maneira soberba no filme por Jaloo no papel de Imã. Jaime Melo Junior é o nome do ator, que também é cantor e foi cantando que foi descoberto pela diretora do filme. Marisa Monte e Marina Lima já fizeram grandes elogios à ele. O ator em entrevista a Glamurama disse que não sabe ainda se fará outros filmes, quer se preparar melhor para um novo projeto, participaria, a menos que fosse algo que não tivesse como recusar, como assim fez com Paraíso Perdido.

Entretanto, em todas as críticas que li sobre esse filme, algo se repetiu, que foi a crítica ao fato de Seu Jorge parecer um figurante de luxo no filme.

E para mim, também ficou essa impressão de que o personagem Teylor, poderia ser melhor explorado. Quando você pensa que ele terá uma cena para dizer um pouco mais da vida dele, a cena já muda para outro personagem e ficamos sem saber muita coisa sobre Teylor. Só se sabe, que ele tem uma vontade enorme de ter algo mais sério com a personagem Celeste.

Teylor (Seu Jorge)

Talvez faltou ao filme saber dosar melhor isso, dar mais atenção para alguns personagens e menos para outros que teriam um potencial enorme, se mais desenvolvidos.

Somando prós e contras, o resultado é satisfatório. O filme te segura, não por você esperar que algo grandioso irá acontecer, mais porque querer saber quem fim terá cada um daqueles personagens e por passar os minutos nessa expectativa se deleitando as belas apresentações musicais que tornam a tarefa, muito mais agradável.

O filme tem cotação 7.2 no site IMDB. 110 minutos.

As gravações foram realizadas na boate The Society, atualmente fechada e que fica na famosa Rua Augusta.

Obs: a cena de sexo, entre o personagem de Carrão e Jaloo, deu o que falar, teria uma outra cena, envolvendo a personagem de Estiano, que pelo que apurei, foi retirada do filme, para não causar muito impacto em quem fosse ver o filme.

Paraíso Perdido é a prova de quem tem muita coisa boa no cinema nacional e muitas vezes perdemos horas vendo enlatados norte-americanos, sendo que essas mesmas horas poderiam ser aproveitadas em algo feito aqui, precisamos muito incentivar o nosso cinema, para que ele cresça cada vez mais, capacidade para isso, nós temos de sobra.

Minha nota: 7.8









domingo, 10 de fevereiro de 2019

FREDDIE MERCURY - O MELHOR CANTOR DE TODOS OS TEMPOS?


FREDDIE MERCURY - O MELHOR CANTOR DE TODOS OS TEMPOS?

Freddie Mercury

Pelo menos é o que revela um estudo feito pela revista Logopedics Foniatria Vocology, aonde cientistas analisaram a voz do frontmen do Queen.

O estudo apresentou uma análise acústica de sua produção vocal e estilo de canto com base na análise perceptiva e quantitativa de gravações sonoras disponibilizadas publicamente.

A análise obteve informações sobre 6 entrevistas que ele deu à meios de comunicação com a frequência fundamental 117,3 Hz que é tipicamente encontrada na voz de um barítono. Foram feitas análises isoladas de gravações completas de banda e isso sugeriu que a voz cantada era de 37 semitons dentro do intervalo de tom F # 2 cerca de 92,2 Hz para G5 (cerca de 784 Hz).

As evidências de fonações mais altas até uma frequência fundamental de 1.347 Hz não foi considerada confiável.

A análise de 240 notas sustentadas de 21 registros a-cappella revelou uma taxa de modulação de frequência fundamental (vibrato) média surpreendentemente alta de 7,0Hz atingindo a a faixa de tremor vocal. A análise quantitativa utilizando um parâmetro introduzido recentemente para analisar o vibrato vocal corroborou sua natureza perceptivelmente irregular sugerindo a regularidade do vibrato (go) é uma característica distinta da voz cantada. A imitação de amostras de fonação sub-harmônica por um cantor de rock profissional, documentada por vídeo endoscópico de alta velocidade a 4.132 quadros por segundo, relevou um padrão vibratório de dobras vocais ventriculares 3: 1 bloqueadas.

O melhor!

Em suma, os cientistas analisaram a voz de Freddie capturando 4.000 frames por segundo. O estudo revelou que as cordas abençoadas do cantor do Queen se moviam muito mais rápido que de uma pessoa comum.

Já vimos algumas teorias de que Freddie cantava muito bem porque tinha mais dentes na boca que o comum e com uma vantagem física na boca, que outros não tinham. Mais vejam só que interessante, um vibrato convencional, normalmente oscila entre 5,4 Hz e ou 6,9 Hz. O de Freddie, como vimos no estudo acima e de acordo com informações que apurei do estudo desses cientistas, chegava aos incríveis 7,04 Hz.

Nem o Pavarotti chegou a tanto. Nos termos de quem entende do assunto, Freddie era um tenor ligeiro. Ele alcançava notas altas e baixas por ter excelente área de 3 oitavas e uma sexta maior incluindo seu falsete (F1 - D5).

Em outras palavras, em algumas análises que os cientistas fizeram, Freddie atingia índices, que nem Pavarotti conseguiria. Eles colocaram algumas medições e analisando a voz do tenor italiano, viram que a voz dele não mexia na escala dentro daquele índice que eles avaliavam e a de Freddie sim.

Freddie se considerava barítono e não tenor. Além de ter uma voz belíssima, ele ainda era multi-instrumentista. O cara era demais e ainda desenhou o logo do Queen!!!


Freddie Mercury em foto para sua carreira solo


Mais voltando a voz dele, podemos dividir a voz dele em 3 etapas:

De 1972 à 1974 - (Predominância de falsetes e voz de cabeça);
De 1975 à 1980 - (Predominância de voz mista e voz de cabeça);
De 1980 à 1991 - (Predominância de voz de peito e mista);

Os pesquisadores que analisaram a voz de Freddie, eram de diversos países. Tinha gente da Áustria, República Tcheca e Suécia. Ou seja, não foi uma pesquisadinha boba qualquer.

Segundo eles, não deu para bater o martelo que Freddie alcançava as oitavadas completas, mas, o estudo descobriu outras coisas.

Eles contrataram um cantor profissional, chamado de: Daniel Zangger-Borch para tentar a difícil tarefa de imitar a voz de Freddie. Coitado, deve ter passado vergonha...rsss

Aliás vi alguns vídeos de um cantor, chamado Marc Martel e esse sim, na minha opinião, canta bem parecido com o Freddie, aliás, ele me surpreendeu, foi um dos cantores que mais aproximou sua voz, com a de Freddie, mas mesmo assim, ainda vemos uma diferença brutal e posso dizer com propriedade, pois ouço Freddie Mercury desde que me entendo por gente, sou fã do Queen e para um cara cantar parecido com o Freddie e me convencer, ele realmente tem que ser bom. Mais continuando na história do estudo dos cientistas...

Filmaram a laringe do cantor, naqueles mesmos 4.000 frames por segundo que destaquei acima, com o objetivo de tentar entender como o frontmen do Queen conseguia fazer tudo aquilo com sua poderosa voz.

Descobriram que ele empregava sub-harmônicos, que nada mais é do que um estilo de canto que faz as pregas ventriculares vibrarem junto com as pregas vocais. A maioria dos seres humanos não falam ou cantam com suas dobras ventriculares, a menos que eles sejam cantores de garganta de Tuvan. Só isso, já o fazia um cara diferenciado dentro do rock.

O que sabemos é que nem precisava de um estudo assim, para provar que Freddie era o cara!!! Ele era acima da média, para mim, o maior ícone do rock. Em importância, o único cara que chega ao lado de Freddie, mais uma vez meus amigos, na minha opinião é esse que junto com Freddie na foto abaixo.

Michael Jackson e Freddie Mercury


Referências:

https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.3109/14015439.2016.1156737
Whiplash.net
https://consequenceofsound.net/2016/04/new-scientific-study-confirms-the-audience-freddie-mercury-had-an-unparalleled-singing-voice/
Google































domingo, 3 de fevereiro de 2019

GROUPIES


GROUPIES

Groupies


O termo "groupie" apareceu em meados de 1967. E para quem não sabe do que se trata, são aquelas garotas que fazem de tudo para ficarem próximas a seus ídolos.

Como o termo surgiu no começo dos anos 70, obviamente, que as groupies que seguiram as bandas da época, tinham uma chance maior de terem seus nomes marcados definitivamente na história do rock.

Cleo Odzer

Nesse post vou falar um pouco sobre algumas histórias dessas mulheres que mudaram de alguma forma a vida de alguns desses músicos e consequentemente da história do próprio rock and roll.

E melhor ainda, vou explicar o que significa o termo "groupie" com as histórias dessas próprias mulheres.

Lindas, ousadas, poderosas, elas não se intimidavam e não viam limites para conseguir seus objetivos.

Vamos começar por uma das mais conhecidas:

Pamela Des Barres é uma das mais famosas groupies do mundo.

Ela foi nada mais, nada menos do que a inspiração para a personagem de Kate Hudson no filme Almost Famous (Quase Famosos).

Segundo o que apurei, teve casos com Mick Jagger (Stones), Jimmy Page (Led Zeppelin), Keith Moon, Jim Morrison (The Doors), entre outros, isso foi só para citar os mais conhecidos. Ela hoje, com seus 70 e poucos anos, já escreveu dois livros contando um pouco de sua vida.

Observem que os nomes de alguns desses rockstars, vão se repetir ao longo desse post. Parece que o mundo aonde viviam, era pequenino.

Pamela, além de uma groupie famosa, também foi música e escritora de revista especializada. Nasceu no dia 9 de Setembro de 1948.


Pamela de Barres

Entre as groupies, existem aquelas que são mais novas.

Enfim, o que quero dizer é que não tem só mulher adulta correndo atrás de cabeludo.

E uma das mais famosas na faixa das mais novas, foi Sable Starr.

Ela vivia atrás do cantor Iggy Pop. Isso com seus 13 a 15 anos. Ele até fez uma música para ela, chamada de "Look Away". Aonde alega que dormiu com ela, com a menina tendo apenas 13 anos de idade.
Enfim, ele se auto-declarou um pedófilo. Mais antes dele, a menina teria deitado com Randy California da banda Spirit e pasmem, com apenas 12 anos de idade! Foi com ela que o mundo conheceu o termo "baby groupie".

Além desses já citados acima, a lista ainda teria nomes de peso como: Mick Jagger, David Bowie, Alice Cooper, Marc Bolan e Rod Stewart.

Sable Starr com Iggy Pop

Por alguns, Sable é considerada a rainha de todas as groupies.


Lori Maddox, já tinha uma queda por Jimmy Page. Daí até conhecê-lo foi um pulo.

O caso foi um escândalo na época. Mais ficou pior ainda, quando ela disse que havia perdido a virgindade com David Bowie e bem antes de conhecer Page.

Se ela já considerada bem novinha ao ficar conhecida no mundo da música, ao namorar Page, imagina quando disse que perdeu a virgindade com Bowie antes de conhecer o guitarrista do Led Zeppelin?

Teria sido Bowie, assim como Iggy Pop, um pedófilo também?


Jimmy Page e Lori Maddox

Cynthia Albritton ou Cynthia Plaster Caster: Ela se envolveu com Jimi Hendrix e Jon Langford. Tinha 18 anos, quando começou a se envolver com os músicos famosos. Dizem por aí, que ela fazia um molde de gesso da "ferramenta" dos músicos, se é verdade, não sabemos. O fato é que ao pesquisar fotos suas, para ilustrar esse post, vi diversas fotos dela ao lado de réplicas de órgãos masculinos. Portanto, não dúvido que seja verdade.

Cynthia Plaster Caster

Cynthia Plaster Caster

Anita Pallenberg, se relacionou de forma intensa com Brian Jones, que foi músico e um dos fundadores do Rolling Stones. Depois ficou com Keith Richards, da mesma banda. Isso fez tão mal a Brian, que ele se afundou nas drogas depois disso e a banda o chutou para fora. Ela chegou a casar com Keith. Dizem que Brian nunca mais se recuperou totalmente, depois de ver a sua amada, cair nos braços de seu colega de banda. Ela era realmente bonita, talvez por isso, conquistou tão facilmente o coração de dois dos membros dos Rolling Stones.

Abaixo primeiro uma foto dela com Brian e depois uma foto dela já com Keith. Acredito até que eles já estariam casados na foto que vemos mais abaixo, tem até uma criança na foto, que imagino ser filho da união deles.

Brian Jones e Anita Pallenberg
Anita Pallenberg com Keith Richards

Bebe Buell foi outra groupie bem famosa: Elvis Costello, Rod Stewart, Stiv Bators, George Harrison (The Beatles), Coyote Shivers, e talvez o caso mais famoso dessa, foi com o frontmen do Aerosmith, Steven Tyler. Ela é mãe da atriz Liv Tyler.

Bebe Buell e Steven Tyler

Tá explicado porque a Liv é linda

Bebe Buell

Steven Tyler descobriu a sua filha já moça e a reconheceu. Imaginem que situação, você não tem pai e de repente descobre que seu pai está vivo e é uma estrela do rock. Deve ser algo muito louco para a cabeça de uma pessoa.

Quando ela descobriu, tinha 11 anos, bem não era tão moça assim. Achava que seu pai era Todd Rundgreen, que era o namorado de sua mãe na época. Foi até registrada com o sobrenome RundGreen, mais depois que conheceu Steven, mudou seu nome para Liv Tyler. Ela se dá muito bem com os dois e considera que ambos são seus pais.

Mais voltando a Bebe, ela foi capa da Playboy em 1974. E registrou Liv com o nome de Todd, por medo das consequências que poderia causar na vida da filha, porque na época, Steven estava muito louco, usando muita droga e bebendo muito.

Nancy Spungen, talvez uma das mais famosas de todos os tempos, foi namorada de nada mais, nada menos que Sid Vicious baixista dos Sex Pistols.

Mais antes de se envolver com Sid, ela seguia bandas como The New York Dolls, The Ramones entre outras bandas. Sua morte misteriosa em 1978, até hoje deixa dúvidas no ar. Seria Sid o assassino de Nancy? Ou o uso desenfreado das drogas?

No filme Sid & Nancy, podemos ver um pouco dessa louca relação que Nancy e Sid tinham.

Nancy Spungen e Sid Vicious
Nancy e Sid

Nós dormimos na mesma cama durante 5 noites, sem transar. Ele (Sid) não me atraia sexualmente. Uma noite estávamos voltando do Roxy e eu disse à ele: -Essa noite vamos transar, nós fomos para a casa dele e fizemos isto pelo quarto, no banheiro, em todos os lugares. Eu o acho sexualmente atraente agora. Eu o ensinei todas as coisas que precisava saber. Eu pus aquela aura sexual em Sid, ele era um lindo virgem antes. Ele foi mudado por mim, como nunca havia sido antes, ele estava encantado comigo"

Essa foi uma declaração que ela deu certa vez, no apartamento de Linda Ashby. Inclusive foi no apê da amiga que conheceu Sid por intermédio de Johnny Rotten, porquem teve um príncipio de affair, mais Johnny não a quis.

Agora vamos falar de Traci Lords:

O amigo West Arkeen de Slash (Guns N' Roses), trouxe para ele uma cópia do filme New Wave Hookers, da famosa atriz pornô norte-americana, Traci Lords.

Ele já estava envolvido com ela, mais não haviam ainda feito sexo. Depois de algum tempo Traci chega ao apartamento de Slash e vê ele e o amigo rastejando no chão procurando pedrinhas de crack.

Ao ver aquela cena bizarra, qualquer uma gritaria, faria um escândalo, mais segundo Slash, ela falou com aquela voz bonita: -já volto! Ela pediu um minuto, para buscar algo no carro e não voltou mais.

O amigo de Slash ainda tentou dar em cima de Traci. Quando Slash saia com ela, ela sempre pedia para eles entrarem no local, separados, não queria parecer como uma groupie qualquer, que faz de tudo para ir com o ídolo para a cama. Slash disse que passou muita vergonha com essas exigências de Traci e que não concordava com isso, mais fazia, para agradá-la.


Traci e Slash em alguma premiação

Slash e Traci Lords

Courtney Love, foi casada com Falling James Moreland, vocalista da banda The Leaving Trains, mas terminou porque Falling era um travesti e segundo ela, esse casamento foi uma piada. Depois ela se envolveu com Billy Corgan, da banda The Smashing Pumpkins, depois apresentada por Jennifer Finch, que na época namora Dave Grohl, conheceu Kurt Cobain.

Aliás, se quiserem saber mais sobre ela, tenho um post nesse blog, somente sobre Courtney.

Kurt e Courtney

Imaginem a relação de uma bomba relógio como sempre foi Courtney Love com outra bomba, chamada Kurt Cobain? Brigas, confusões, resultado, Kurt se matou e até hoje tem gente que coloca a culpa nela, mais será que foi ela mesmo, ou a fama que matou o líder do Nirvana?

Sweet Connie Hamzy, nasceu em 1955, foi groupie sem sair de Little Rock, Arkansas. Ficou conhecida por se relacionar com músicos da banda Grand Funk Railroad. Se auto-intulou a groupie mais velha dos confederados vivos e ainda dizem que ela teria recusado sair com Bill Clinton.

Sweet Connie Hamzy
Outra que não poderíamos deixar de citar: Annette Walter Lax. Ela conheceu Keith Moon em um clube recheado de estrelas do rock e é claro, de groupies. Convidade pelo empresário de David Bowie ela passou a noite flertando com Rod Stewart, mais foi Keith que a levou para casa. Eles acabaram namorando, mais Keith se tornava muito violento quando bêbado. Eles haviam assistido a festa de Paul McCartney e haviam anunciado o casamento. Mas não demorou muito para encontrá-lo morto, isso em 1978. Triste fim, para o baterista do The Who.

Keith Moon e Annette

Anette e Keith

Cleo Odzer: Com apenas 14 anos de idade, a moça já frequentava as boates mais badaladas de Nova Iorque. Com uma identidade falsa, ela se aproximava das estrelas do rock. Rolling Stones, Cream, Deep Purple. A cada duas semanas, uma nova banda, a cada duas semanas, eu tinha um novo namorado, dizia ela. Quando ela começou a namorar Keith Emerson, da banda Emerson, Lake & Palmer, o relacionamento ia bem, pela primeira vez, parecia que algo ia durar.

Mais durou até a revista Time publicar um artigo que foi nomeado de Super Groupie Cleo. Emerson não sabia da "vida agitada" da sua amada e quando soube, pela revista, desistiu do casamento. Foi aí que ela caiu de cabeça mesmo na vida de groupie. Saindo com dezenas de músicos. Lançou até um disco de palavras faladas, aonde listava todos os nomes dos homens com quem teria ido para a cama.

Cleo e Emerson

Cleo e uma amiga

Cathy Smith foi uma groupie que saiu com todos os membros da banda The Band. A confusão foi tão grande que quando ela ficou grávida, não sabia de quem era o filho. Seu filho foi apelidado do filho do The Band. Richard Manuel, ofereceu para ser o pai da criança, mas ela recusou. Se envolveu com um músico canadense, chamado Gordon Lightfoot, ficou 3 anos com ele, alcool e drogas era algum rotineiro entre o casal. Mais tarde ela se envolveu com John Belushi e o ritmo de drogas continuou. Até que o comediante morreu e Cathy foi acusada de ser a responsável, pelas drogas que ele usou.

Cathy Smith


MANOWAR e MOTLEY CRÜE

Manowar e as fãs


Obviamente que no metal e no hard rock, também existem muitas histórias de groupies. Mais destaco em especial essas duas bandas, por serem consideradas bandas que valorizam muito esse lance de sexo e rock and roll. E que principalmente enaltecem as mulheres que as seguem.

O Manowar por exemplo, tem em seus dvds, diversos momentos de diversão da banda ao lado de groupies, sejam elas subindo no palco com os membros da banda, montadas em harley davison(s) ou no camarim, fazendo coisas que só as escondidas mesmo, para se fazer.

Tem uma cena inclusive, que rolou no Brasil, que deu um bafafa danado.

Tocando a música Pleasure Slave

E o Manowar faz questão de mostrar tudo isso. Quem já assistiu a algum de seus dvds, pode ver Joey DeMaio dando beijos triplos em groupies, ou ver Eric Adams arrancando duas delas completamente nuas do palco, para que o show siga.

Vince Neil do Motley Crüe e uma fã

Já o Motley até dedicou uma música, que a príncipio foi feita pra as strippers da Sunset Strip, mas também vale para as groupies. O Manowar lançou a música Pleasure Slave, que ao meu ver, como fã, é uma explícita homenagem as mulheres que seguem a banda nos camarins e hotéis.



Outra banda que tem muitas histórias com groupies é o KISS. Basta vermos as fotos abaixo:




Qualquer dia, faço um post só sobre o KISS. Até mesmo porque tanto Manowar, como Motley, com certeza foram influenciados pelo KISS.

O Led Zeppelin, talvez é uma das bandas que mais me faz lembrar o termo. Existem relatos na internet de verdadeiras orgias entre os membros da banda, com groupies. Em uma delas, dizem que um membro do Led, (Plant), teria enfiado um peixe dentro do orgão genital de uma das groupies, mas como o povo aumenta muito, pode ter sido apenas exagero. Assim como a história de que uma moça teria saído correndo nua do quarto do hotel de Joey DeMaio, após o baixista do Manowar ter tentado agarrá-la mais uma vez...

O Led também viajava com um avião, que foi reduto de muitos rockstars e lá dizem que também rolava altas festas dos membros da banda com garotas. Imaginava o que não acontecia em pleno vôo, com músicos milionários e garotas que veneravam esses músicos. Poucos saberão dessas histórias...


Almost Famous (2000)

Outra imagem que me remete muito ao assunto, é a do filme Quase Famosos. A filha da atriz Goldie Hawn faz o papel de uma garota que se envolve com uma banda chamada Stillwater e viaja pelos Estados Unidos acompanhando a banda. No filme, vemos a história de um garoto que começa a escrever a revista Rolling Stone e em pouco tempo, ele se apaixona pela groupie. Depois de alguns dias, aquele sonho de escrever para uma revista especializada em rock, vai perdendo o sentido e o garoto só tem olhos para a bela Penny Lane.




FRASES SOBRE GROUPIES


"Esperávamos que com o casamento de John, sobrariam mais groupies para nós da banda, não foi bem assim, até hoje não é.

David Bryan (Bon Jovi)


"Nesse mundo, poucas cenas são tão bonitas como a de uma linda groupie semi-nua, te esperando no camarim, amo minha mulher"
John Bon Jovi


Groupies? Se alguém chega a menos de um metro de mim, minha mulher bota para correr"

Billie Joe Armstrong - Green Day


"Eu queria ser uma groupie, mas eu não era bonita e atraente o bastante" 

Courtney Love


Mais as melhores declarações sobre groupies partiram de Lemmy Kilmester do Motorhead.

Ele disse em entrevista que nunca viu nenhum membro da banda, chamar alguma das garotas com quem eles se relacionavam, de groupies. Na opinião do saudoso Lemmy, isso partia mais de outras garotas, do que dos homens.

Ele disse que teve um tempo em que algumas garotas faziam de tudo, para sairem com os músicos do Motorhead. Hoje em dia, elas não nos procuram mais como antes, estamos velhos e feios brincou.

Lemmy bem acompanhado

Lemmy e garotas!

Ele ainda ficou chateado, por ter dito uma vez que teria dormido com aproximadamente 1.000 mulheres. Segundo Lemmy, falaram na revista 2.000. Ele relatou que não tinha necessidade desse exagero. Ele disse, que se fosse alguma competição, Gene Simmons do KISS ganharia, porque ele sim, teria registrado em fotos ou nomes, os registros de mais de 5.000 mulheres!!!


Hilária essa foto


Lemmy também diz que nunca conseguiu resistir há tentações. Segundo ele, com certeza outros músicos conseguem, mas ele não conseguia. Sempre que tinha uma situação como essa, ele cedia imediatamente....rsss

Para terminar uma banda que satiriza o próprio estilo, cantando músicas de hard rock, com letras sacanas que falam de sexo e diversão e que tornou tradição, algo que as fãs mais ousadas procuram fazer em quase todos os shows, elas levantam as blusas aos gritos de: Show your boobs!!! Essa banda é o Steel Panther.

Steel Panther

Fontes:

https://ca.redflushcasino.com/blog/the-5-most-infamous-rock-groupies/
Whiplash
Wikipedia
Google
Adoro Cinema
Revista Rolling Stone
Pinterest