sábado, 29 de junho de 2019

VERTENTES DO METAL: DEATH METAL


VERTENTES DO METAL: DEATH METAL

DEATH METAL

Já falei aqui nesse blog, sobre Thrash Metal, sobre Black Metal, falei sobre a N.W.O.B.H.M e hoje é dia de falarmos de um gênero muito querido dos headbangers, o death metal!!!

Esse sub-gênero do metal, é comum por fazer uso de guitarras com baixa afinação e distorcidas, aonde os músicos utilizam-se de técnicas de palm muting, tremolo picking e vocais urrados. Blast Beat também é muito usado nas faixas produzidas pelas bandas de death metal, com pedais duplos nas baterias. Em geral é um estilo que preza pela rapidez das músicas e pela agressividade com que elas são executadas.

Os temas são os mais variados possíveis: religião, satanismo, ocultismo, histórias de terror em especial, temas como de filmes trash, além de falarem de assuntos extremos também, como mutilação, tortura, canibalismo, estupro e necrofilia.

O death metal surgiu a partir de uma estrutura que já era conhecida no Thrash Metal e pegou um pouco também 1ª Onda do Black Metal Norueguês. Apareceu para o mundo, em 1980.

Venon, Celtic Frost, Slayer e Kreator, serviram de influências para dezenas de bandas que viriam depois. Os pioneiros do gênero, para muitos especialistas em metal extremo são: Possessed, Death, Obituary, Autopsy e Morbid Angel.

Como era de se esperar, o death metal criaria ramificações dentro dele próprio. Melodic Death Metal, Deathgrind, Goregrind e Pornogrind são estilos que se formaram de um casamento do death metal com o grindcore.

Deathcore, seria uma mistura de death metal com metalcore. E temos também o Death N' Roll, que mistura hard rock com heavy metal clássico.

É muito difícil hoje, descobrir de onde vem o termo. Alguns dizem que saiu de uma entrevista de membros do Venon (precursor do Black Metal), aonde disseram: -Somos uma banda de black metal, death metal e thrash metal. A coletânea Death Metal talvez também tenha colaborado, já que o nome do disco que tinha bandas como Helloween, Hellhammer e Running Wild, fazia clara referência ao gênero. Isso ocorreu em 1984 e em 1985 o Possessed lançou a demo Death Metal.

PRIMEIRA GERAÇÃO DO DEATH METAL: ANOS 80

O ano de 1982, foi muito importante para criar a base do que seria esse estilo. Bandas como Hellhammer, Sodom, Possessed, Death e a banda brasileira Vulcano, estavam iniciando suas atividades. Em 1895 o Possessed lança Seven Churches, que é considerado por muitos o primeiro álbum de death metal.

Seven Churches


E no mesmo ano, seria lançado pelo Kreator, o álbum: Endless Pain, o Bestial Devastation da nossa banda brasileira Sepultura, e Hell Awaits do poderoso Slayer.

Mas no ano seguinte, mas precisamente em 1986 é que o Death Metal ia ganhar corpo e começar a se firmar de vez no cenário da música pesada.

Reign In Blood

Outro álbum que foi importantíssimo para o gênero, foi o álbum Reign In Blood, da banda Slayer. Para alguns jornalistas, esse álbum foi considerado na época mais death do que thrash.

Outros álbuns importantes desse ano: INRI (Sárcofago), Pleasure To Kil (Kreator), Antes do Fim (Dorsal Atlântica), Morbid Visions do Sepultura, Obsessed By Cruelty (Sodom), Scream Bloody Gore (Death), Bloody Vengeance (Vulcano), Strapaddo (Slaughter).

Em 1987, a banda Napalm Death lança Scum, álbum que mudaria de vez o rumo de muitas bandas, que optaram pelo grindcore.

Em 1989 a banda Terrorizer lança World Downfall, álbum pioneiro do Brutal Death Metal.

SEGUNDA GERAÇÃO DO DEATH METAL: ANOS 90

Nos anos 90, surgiriam bandas que tocariam um death metal mais trabalhado e até me arrisco dizer de melhor qualidade. Surgiram bandas como Carcass, Morbid Angel, Cannibal Corpse, Deicide, Calvary Death, Obituary, Blot Thrower e a minha predileta de todas das bandas de death metal, o Death.

TESE DE DOUTORADO

Em Março de 2017 foi defendida uma tese realizada na UFU (Universidade Federal de Uberlândia), em um programa de Doutorado em Estudos Línguisticos. E essa tese virou livro, "A Voz Demoníaca Encenada" do autor Lucas Martins Gama Khalil. Lançada pela Paco Editorial em 2018.


A obra aborda o tema, no sentido de atribuição a determinados sentidos à caracterização da voz, aliada a outros elementos que constituem um discurso. Quando se diz, por exemplo, que uma voz parece "demoníaca", tal afirmação se legitima a partir de representações imaginárias que circulam como esteriótipos em uma sociedade.

E é com base nessa hipótese que o autor desenvolve análises sobre o gênero musical death metal.

DEATH

Death

Uma das bandas mais importantes do gênero, o Death teve início com a união de Chuck Schuldiner (guitarra e vocal), Rick Rozz (guitarra), Barney "Kam" Lee (bateria) formaram o Mantas. Venon e Slayer foram as principais influências deles. E em 1984, a coletânea Death by Metal, fez muita gente conhecer esses grandes músicos. Death é da Califórnia, de San Francisco, veio o Possessed que apareceu para o mundo com a coletânea Metal Massacre 6 com a música Swing of The Axe. Quando o Possessed lançou o álbum Seven Churches, ele em pouco tempo viria a ser uma grande influência para o Death.

O Death antes de assinar com alguma gravadora, lança Reign of Terror e Chuck assume os vocais que antes eram feitos por "Kam" Lee. Em 1985, eles lançam Back from the Dead, outra demo. Chuck se separa dos outros membros da banda que se juntam a outros dois músicos e formam o Massacre. Chuck se junta a Chris Reifer e John Hand. Chuck, ficou como baixista. Quando lançam Land Of No Return. Lançam Scream Bloody Gore finalmente com gravadora. Excelente recepção da grande mídia. Zombie Ritual entre outras canções tiveram influência direta do cinema do horror.

Depois a banda lança Leprosy, outro álbum que marcou história. Spiritual Healing de 1989 é o ponto alto da banda. Terceiro álbum. A banda mostra seu desprezo pelos males que a religião causou na humanidade ao longos dos séculos. Human saí em 1991, com um som mais progressivo. Um disco bem diferente dos outros. Individuals Throught Patterns desse disco saí o clipe The Philosopher.
Chuck faz um projeto Control Denied. Depois Chuck volta. Mas em 1999 Chuck é diagnosticado com um câncer. Ele morre em 2001.

CANNIBAL CORPSE

Cannical Corpse

A banda se originou do fim das bandas Tirant Sin e Beyond Death em 1989, em Buffalo, Nova Iorque. O primeiro álbum "Eaten" Back to Life, em 1990, já deu uma clara visão para o público, do que essa banda poderia fazer. Alex Webster no baixo, Bob Rusay e Jack Owen nas guitarras, Chris Barnes nos vocais e Paul Marzurkiewicz na bateria.
O segundo disco foi "Butchered At Birth", em 1991 e em 1992 foi a vez de "Tomb Of The Mutilated". Nessa época o grupo já era muito respeitado no cenário do Death Metal mundial. Logo após este disco, o guitarrista Bob Rusay sai da banda, dando lugar a Rob Barret (Deception, Solstice e Malevolent Creation).

Gravam e lançam, em 1994, "The Bleeding" e sorem mais uma baixa na formação. Desta vez sai o excelente vocalista Chris Barnes, que foi montar o grupo Six Feet Under. Para assumir o posto de frontman, foi chamado George "Corpsegringer" Fisher, com quem a banda lançou "Vile" em 1996.

No disco seguinte, "Gallery Of Suicide", de 1998. Pat O' Brien (Nevermore e Monstrosity) entrou no lugar de Rob Barret.

Em 1999 saí "Bloodthirst", mais um de estúdio, até que em 2000, saí o primeiro disco ao vivo do grupo, "Live Canibalism". Em 2002 é a vez de "Gore Obsessed" e no mesmo ano saí um EP, com seis faixas, incluindo um cover do Metallica: No Remorse é a faixa escolhida pela banda.

KRISIUN



A banda brasileira, formada em 1990 é uma das maiores representantes do estilo aqui no Brasil. E já tem ganho outros países do mundo também.

Formada em Ijuí, no Rio Grande do Sul a banda é formada por Alex Camargo, Max Kolesne e Moyses Kolesne.

Já teve também os integrantes Altermir Souza e Maurício Nogueira.

Show no Mercy do Slayer e Altars of Madness do Morbid Angel encantaram Alex Camargo e com certeza foram grandes influências para o que viria a ser o Krisiun.

Depois que vieram para São Paulo, a luta começou e o Krisiun começou a chamar a atenção pela velocidade com que tocavam. Velocidade e agressividade. Evil Age foi a primeira demo, depois veio Curse of The Evil One e o mini álbum Unmerciful Order. Mais álbum mesmo foi Black Force Domain que saiu pela gravadora, Gun Records em 1997.

1997 foi um ano especial para a banda, que fez muitos shows na Europa ao lado de bandas como Kreator e Dimmu Borgir.

Em 1998, a banda fez outra tour pela Europa, tocou com as bandas: Cradle Of Filth (uma das minhas bandas prediletas), Napalm Death e Borknagar. Foi headliner depois tendo o Soilwork como banda de suporte.

No período de 2000 a 2002, a banda teve um momento marcante que foi o lançamento de um dos melhores álbuns da banda até hoje, Conquerous of Armaggedon.



A banda fez mais de 120 shows no circuito Estados Unidos, Europa e Brasil. Tocaram com bandas como Old's Man Child, Gorgoroth, Soul Reaper e mais 30 apresentações com as bandas Angel Corpse, Immortal e uma banda que eu adoro: Satyricon.

A banda já tem 11 álbuns de carreira, sendo o último: Scourge of the Enthroned

ALBUNS LENDÁRIOS DE DEATH METAL

Necroticism: Descanting The Insalubrious


Listamos aqui alguns álbuns indispensáveis para quem quer conhecer o estilo:

Clandestine, da banda Entombed
For Victory da banda Bolt Thrower
Pierced From Within da banda Suffocation
Legion da banda Deicide
Cause of Death da banda Obituary
Individual Throught Patterns da banda Death
Utopia Banished da banda Napalm Death
Tomb Of The Mutilated da banda Cannibal Corpse
Altars of Madness da banda Morbid Angel
Necroticism: Descanting The Insalubrious

BANDAS OBRIGATÓRIAS PARA OUVIR

Abaixo algumas bandas indispensáveis, para se conhecer o gênero:

Possessed
Morbid Angel
Death
Suffocation
Dying Fetus
Decapitated
Krisiu
Deicide
Cryptopsy
Pestilence
Emtombed
Nile
Cannibal Corpse
Obituary
Cemitério

FINAL

O Death Metal é uma vertente extremamente importante para a história do metal, abrange centenas de bandas e seria muito difícil fazer um post pegando as principais bandas e contando a história de cada uma delas. Então muito provavelmente farei uma parte 2 ou 3 desse estilo.

Espero que tenham gostado!!!

Fontes:

https://alexzuchi.wixsite.com/site/single-post/2017/04/15/Opini%C3%A3o-Os-10-melhores-%C3%A1lbuns-de-Death-metal-de-todos-os-tempos

Whiplash

Google

Wikipedia

Blessed Death

Folha de São Paulo: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1997/8/04/folhateen/10.html

Portal da Arte


























domingo, 23 de junho de 2019

AS 10 BANDAS QUE MAIS ASSUSTAM PELO VISUAL!!!


AS 10 BANDAS QUE MAIS ASSUSTAM PELO VISUAL!!!

KISS

Hoje resolvi fazer um top 10, com bandas que assustam, só pelo visual. Sejam em suas roupas ou performances. Fiz um mix, colocando bandas punk, bandas de metal entre outros. Obviamente, outras bandas poderiam tranquilamente figurar essa lista, mas como tinha que escolher 10 e ser um pouco eclético, até mesmo porque, se fosse colocar só banda de black metal, não teria graça, então tentei diversificar. Vamos ver aqui de tudo um pouco. Mas gostaria muito que vocês dessem a opinião de vocês e falassem para mim, que bandas vocês colocariam aqui.

Já de antemão, uma menção honrosa para o KISS, que tirou o sono de muito moleque, nos anos 70 e 80. O KISS principalmente com as performances do Gene Simmons e especialmente naquele clipe I Love It Loud, aonde eles aparecem com os olhos em destaque. Nossa, eu via aquele clipe, e achava o máximo.

Como seria muito clichê colocar o KISS, achei interessante deixá-los de fora. Mas chega de papo e vamos à lista!!!

10) ALICE COOPER

Alice Cooper

Alice disse certa vez que olhou para as bandas do final dos anos 60 e começo dos anos 70 e não viu um vilão. Por isso pensou em criar esse personagem. Muito sangue, muito teatro, temas voltados para o horror, fez de Alice um dos pioneiros no gênero horror show. E é claro, ele não poderia de forma alguma estar fora dessa lista. Então, o décimo lugar dessa lista, meus amigos, fica com o nosso querido Alice Cooper!!!

9) MERCYFUL FATE AND KING DIAMOND

King Diamond e sua freira!

King Diamond tem um visual que fala por si próprio. Cruzes, seu microfone de osso humano, corpse-paint, cenários sempre ligados ao tema do horror, o vocalista dinamarquês, não mede esforços por décadas, para levar essa imagem de demônio para suas apresentações. Seja com a banda King Diamond, ou com o Mercyful Fate, ele sempre será lembrado por esse visual carregado e que assusta, aquele fã novato de rock, que é apresentado ao seu trabalho.

Os clipes de King Diamond, também chamam atenção pelo cuidado com a temática, sempre muito sombrios, com casarões, fantasmas, candelabros e o poderoso vocalista fazendo suas performances que ficam ainda muito mais interessantes, por causa do seu vocal inconfundível!!!

8) CRADLE OF FILTH

Dani Filth


Dani Filth, troca muito de músicos. E de visual também. Para quem conhece a banda inglesa Cradle of Filth, como eu conheço, já perdi a conta de quantos visuais pudemos ver o Dani vestir e fazer a banda também se fantasiar com um visual sempre pesado e agressivo. Também, uma banda extrema como eles, não tinha como se apresentar, vestidos como executivos não acham? Mas a criatividade e a preocupação com a visual, sempre foi uma marca do exigente e porque não, perfeccionista vocalista e líder do Cradle of Filth.

Os shows mais antigos da banda, traziam mulheres seminuas e muito sangue artificial, performances e mais perfomances. O Cradle sempre prezou por entregar ao fã, mais do que apenas um show de heavy metal e a sua teatralidade, com certeza, inspirada pelo Alice Cooper, sempre fez da banda, uma banda muito requisitada para tocar em qualquer parte do globo.

7) ROB ZOMBIE

Rob Zombie

Esse cara é outro que não tinha como ficar fora dessa lista. Rob Zombie, que já é diretor de filmes de horror, respira o tema 24 horas por dia! Já tocou na banda White Zombie e agora com a sua própria banda, Rob é muito antenado a tudo que tem o tema do horror. Desde os filmes, até hqs, ele capricha nos clipes da sua banda e nos filmes. Muitos dizem que ele não é um bom diretor, mas a primeira versão de Halloween, que ele fez do serial killer Mike Myers, na minha opinião, foi um filmaço e não deixa nada a desejar para filmes de outros diretores do cine horror. Bruzas, demônios, zumbis, tem um pouco de tudo no repertório desse artista.

6) THE MISFITS

The Misfts

Os Misfits vem assustando muita gente não é de hoje. Desde os anos 70. Primeiro com Danzig, depois com Graves, a banda com seu visual horror punk, fez muito sucesso e criou uma geração de fãs ao redor do mundo. Temas envolvendo terror, garotas que são atacadas, entre outras coisas, fez da banda famosa principalmente entre os jovens, durante cada década de existência. O visual forte, marcante, virou produto. E a banda vendeu de tudo, mas obviamente, as camisetas são os itens mais legais para se ter do The Misfits. As capas dos seus discos, lembram muito aqueles filmes de terror B, principalmente os cartazes desses filmes.


5) GWAR

GWAR


O Gwar é uma banda que surgiu em 1985, fazendo um som trash metal, o som que veio dos Estados Unidos, fez a banda ficar conhecida pelo visual monstruoso, por suas letras bem humoradas, que falam de terror, coisas obscenas e pelas sátiras que eles colocam em suas canções.

A banda sofreu um grande abalo, com a morte do seu fundador e vocalista, David Brockie, que foi encontrado morto em 2014, ele interpretava o personagem na banda Oderus Urungus.

4) SLIPKNOT

Slipknot


De todas as bandas ainda em atividade, essa é a que mais me assusta pelo visual. A banda de new-metal Slipknot, de Des Moines, Iowa, Estados Unidos, foi formada em 1995. Essa banda, assim como a que falei há pouco, também sofreu uma grande perda. O baixista Paul Gray, morreu em 2010 e abalou as estruturas da banda. Houveram até comentários de que a banda não continuaria. Para os fãs, felizmente, a banda continuou e lota estádios pelo mundo. Uma das performances mais marcantes que eu particularmente vi da banda, foi a apresentação no Rock In Rio em 2011.

De todas as máscaras, uma das que mais me assusta, é a do palhaço e desse cara a esquerda na foto acima, com um taco de baseball na mão.

3) GORGOROTH

Gorgoroth no Wacken Open Air

Um dos visuais mais bizarros e blasfemos que vi até hoje, foi de um show do Gorgoroth. Em uma apresentação do festival alemão Wacken Open Air, a banda colocou algumas cruzes, com homens e mulheres completamente nus no palco, enquanto o vocalista canta com seu vocal gutural.

Em 1992, a banda foi fundada. Banda norueguesa que na minha opinião, pertence a terceira geração do black metal norueguês.

O vocalista Gaahl, ficou na banda de 1998 à 2007 e atualmente não faz mais parte do time. Que é formado atualmente por Infernus, Thomas Asklund e Atterigner.

2) GG ALIN

G.G. Alin

Olha, esse cara, pode até não se vestir de monstro, de vampiro, de demônio, porque ele era o próprio em pessoa. O cara era um animal no palco. Podem falar que ele era nojento, que não cantava bem, enfim, podem falar o que quiser, mas nunca terá um cara mais louco que esse.

Além de ele se machucar no palco, ele chegava ao cúmulo de fazer coco no palco e arremessar nos fãs!!! Sim, ele fazia isso. Tem uma apresentação dele no You Tube, que ele vai cantando e batendo a cabeça em uma grade e a cabeça dele começa a sangrar e ele nem aí.

O visual e a energia negativa que esse artista carregava junto com ele em seus shows, brigando com seus fãs, jogando dejetos nos fãs e se auto-mutilando faz dele merecedor desse segundo lugar. E como em tudo na vida dele, era freak, o seu velório, foi uma espécie de balada, aonde as pessoas ouviam música e bebiam ao lado do seu corpo. E pasmem, o vídeo pode ser facilmente encontrado no You Tube.

1) MAYHEM

Mayhem

É impossível, falar em visual assustador e não falar da banda norueguesa, Mayhem. Pertencente a Segunda Geral do Black Metal Norueguês, o Mayhem, teve recentemente a sua história retratada no filme Lords of Chaos, que comento aqui no blog. Acredito que não seja segredo para ninguém, que a banda é envolta em diversas tragédias, desde o suicídio do seu vocalista Dead, até o assassinato do seu fundador Euronymous, pelo líder da banda Burzum até o assassinato de homosexual por um outro membro do grupo, isso sem contar o fã que se machucou feio, ao ser atingido por uma cabeça de boi, que caiu do palco em um show da banda, ferindo gravemente esse fã.

O Mayhem, até hoje, é a única banda que teve o vocalista morto, por suicídio, o fundador assassinado por outro membro temporário da banda, no caso aqui o Varg Vikernes e que depois foi preso, por ter assassinado Euronymous. O visual do Mayhem, não era pesado só pelos acontecimentos que cercaram a banda. O vocalista Dead, enterrava as roupas antes dos shows, para segundo ele, sentir o cheiro da morte durante as suas apresentações. Em sua demo tape, ele mandou um bicho morto dentro do envelope com a fita para Euronymous. E cheirava sempre, bichos mortos, antes de entrar no palco. Além de tudo isso, ele se mutilava nos shows, a ponto de em algumas vezes ter que ir ao hospital, porque era tanto sangue que saia de seus braços principalmente, que por muitas vezes ele quase morreu no palco. Por isso, a banda é sem sombra de dúvidas a número 1 da lista.



Menções honrosas:

Satyricon
Behemoth
Marilyn Manson
The Adicts
Sárcofago
Dimmu Borgir
Immortal
Darkthrone
Lizzie Borden
Ghost B.C.

Outras fotos!!!

Alice e a guilhotina

Mulheres cuspindo fogo no show do Alice!!!
King Diamond e mais uma performance!!!

Dani Filth em show do Cradle Of Filth

Rob Zombie em show!

The Misfits

Corey Taylor do Slipknot no Rock In Rio em 2011

Apresentação do Behemoth

G.G. Alin e uma performance assustadora!!!

Nova formação do Mayhem!!!

Slipknot membro e integrante do Misfits (Doyle)

domingo, 2 de junho de 2019

EL POTRO (2018) CRÍTICA

EL POTRO (2018) CRÍTICA



Nascido em 24 de Maio de 1973 em Córdoba - Argentina, Rodrigo Alejandro Bueno, foi um cantor muito conhecido na Argentina, cantor de cuartero. Filho de Eduardo Alberto Bueno e Beatriz Olave, Rodrigo sempre teve o sonho de ser um cantor.

Sua primeira aparição na TV foi no programa "Festa de Cuarteto" junto com o amigo da família Juan Carlos "A Macaco" Jiménez. Com a ajuda do seu pai, aos cinco anos de idade ele já havia gravado um disco de músicas infantis. Disco Baby era o nome. Um pouco antes de sua adolescência, Rodrigo colaborou com a banda Chébere em algumas apresentações ao vivo. Seu negócio não era muito a escola. Deixou a escola aos 12 anos de idade e realizou uma audição para a banda Manto Negro e passou. Depois de 5 anos, sem sucesso, em Córdoba, o pai de Rodrigo resolve levá-lo para Buenos Aires.

O Bebezão como o chamavam!

No filme da Netflx, de 2018, com direção de Lorena Muñoz, não vemos nada dessa fase da carreira infantil dele, vemos logo no início do filme, um Rodrigo já pedindo para cantar em Buenos Aires. Em 1987, A Foto de Teu Corpo é lançado como seu primeiro disco. Seu próximo trabalho Aprendendo a Viver, foi apresentado ao público em uma atuação ao vivo na discoteca Fantástico Bailable, que lhe levou a seu primeiro reconhecimento na cena da música tropical.

No ano de 1995, Rodrigo El Potro, assina um contrato com a Sony Music para o lançamento do seu álbum Sabroso e no ano seguinte assina com o selo discográfico Magenta Discos. Essa empresa lhe concedeu um por cento de suas vendas de discos, ela também produziu todos os discos de Rodrigo desse momento até o fim de sua carreira.

No filme vemos uma breve passagem de Rodrigo em casa, depois ele caí na estrada com seu pai, que depois de tanto relutar, resolve ajudá-lo. Seu pai também havia sido cantor quanto mais jovem e talvez por isso, queria ter um certo cuidado, para que o filho não se magoasse com um possível precoce fim de sua carreira.

Depois da morte de seu pai, Rodrigo se recolhe e fica um tempo sem fazer nada. É nesse tempo que no filme ele corta os seus longos cabelos compridos e adora um visual com cabelos enrolados, que lembra muito um período da carreira de Maradona.

Como em muitos filmes biográficos, de cantores famosos, vemos a presença da droga que é introduzida na vida de Rodrigo por um homem que eles conhecem em uma das casas de shows que se apresenta com seu grupo musical. Ángel é o nome dele.

O personagem de Rodrigo no filme de Lorena Muñoz, se mostra um rapaz muito fácil de ser influenciado. Senti até ele um pouco crianção demais e que se irrita facilmente quando contrariado.

Ele é um alvo fácil para o traficante e conforme vai ficando mais conhecido, mais vai aprontando ainda mais com as drogas.

Nem mesmo o nascimento de seu filho, com a sua ex-esposa Patricia (Pato), faz Rodrigo parar. Sua vida se resume a shows por toda Argentina, drogas e muito sexo. Primeiro com uma dançarina chamada Marixa e depois com apresentadoras de programas, fãs, entre outras mulheres.

Patricia grávida do único filho de Rodrigo
O amigo de seu pai, Urso ou Oso no original, é aquele agente que faz de tudo. Agenda shows, cuida da carreira de Rodrigo, tenta afastá-lo das drogas e que está sempre com ele. Gostei muito da atuação do ator Fernán Mirás que interpreta o personagem Oso. Determinante na carreira de Rodrigo.

A Pato do filme com o Bebê e Rodrigo
Gostei da caracterização dos personagens, bem parecidos com os da vida real. Tanto a mãe de Rodrigo, como a sua primeira amante, a esposa, todos são muito parecidos com os que conviveram com o cantor na vida real. Obviamente, vemos que alguns deles usam perucas, mais a vontade de deixar os personagens parecidos com os da vida real foi tão grande que nem nos importamos com algumas caracterizações diríamos assim "meio forçadas". A mãe de Rodrigo mesmo, é bem caricata. Sempre fumando muito, parece uma mulher da noite, muito vivida, mas ao mesmo tempo, ela dedica tudo da sua vida ao filho.

Nessa foto os personagens reais Rodrigo e Marixa

Aqui cena do romance deles no filme

Outra coisa que me chamou atenção é o quão foi dura a luta do cantor para chegar ao estrelato. Uma cena bacana é quando ele passa com seu pai sobre a famosa casa Luna Park, dentro de um ônibus, a noite e seu pai diz que só os melhores tocam ali. Ele fica olhando para aquela casa de shows, gigantesca com um olhar de encantamento.

Até ele chegar lá, foi um longo e árduo caminho, mas Rodrigo El Potro consegue.

Já a cena que mostra a identificação dele, com o cavalo negro, é bem clichê de filmes assim. Rodrigo sonha como se estivesse em um deserto e vê um cavalo negro o observando.

Cabelinho meio estilo Maradona
Rodrigo El Potro

Uma espécie de batismo. O cavalo se aproxima dele, um belo cavalo negro e ele olha fixamente para o cavalo, como se ambos estivessem trocando algum tipo de informação.

Os excessos de Rodrigo, lembram muito os excessos de Freddie Mercury do Queen e de Cazuza. Ele estava sempre fazendo sexo com mulheres, quando não estava cantando ou se deslocando de uma cidade para outra. O filme mostra cenas de sexo de Rodrigo com sua primeira grande paixão, a dançarina Marixa, mostra cenas dele com fãs, com apresentadoras e pelo que li na internet, ele realmente fazia isso não muito diferente na vida real.

A cena da orgia, tem um grande impacto na história e mostra o quanto ele estava entregue aquela vida desregrada.

Rodrigo com duas mulheres

A melhor parte do filme, como era de se esperar fica pela parte musical. Temos um grande repertório de canções do ídolo argentino. 

Músicas como La Foto de Tu Cuerpo, que mostra a empolgação do pai de Rodrigo que chega a ligar para o colega que poderia dar uma força na carreira de Rodrigo, para mim é um dos pontos altos do filme, assim como quando ele toca pela primeira vez em Luna Park.

Outra canção que gostei muito foi a canção que ele faz uma espécie de homenagem a cidade de Córdoba. Vemos um cara muito identificado com suas raízes.


ATENÇÃO SPOILERS!!!

Acredito que já dei vários spoilers, mais esse talvez seria o maior deles, portanto se não quer saber, não leia daqui para baixo.

Como toda vida desregrada, de drogas e sexo, nem sempre acaba bem como de outros cantores que ainda estão vivos, mesmo após anos de abusos do corpo e da mente.

Na madrugada de sábado 24 de Junho de 2000, depois de um show em La Plata, Rodrigo dirigia-se para Buenos Aires pela autoestrada no seu Ford Explorer com sua ex-esposa Patricia Pacheco, seu filho Ramiro, Fernando Olmedo, o músico Jorge Moreno e o locutor de rádio Alberto Pereyra. Perto de 3:30 da manhã, quando eles passavam pela cidade de Berazategui ocorreu um acidente no qual Rodrigo encostou a caminhonete do empresário Alfredo Pesqueira (falecido em 2013), perdeu o controle de seu carro, batendo contra a barreira de contenção, virou e foi projetado para fora do veículo, causando lhe morte instantânea. Fernando Olmedo também perdeu a vida no acidente. Os demais ocupantes do veículo sobreviveram. Pesqueira foi declarado inocente no julgamento e concidência ou não, Rodrigo morreu exatamente no dia de aniversário da morte de outro grande ídolo argentino, o lendário cantor de tango Carlos Gardel.

Uma outra história interessante sobre a vida de Rodrigo é uma homenagem que fizeram ao cantor no último programa do maior ídolo do futebol argentino, Diego Armando Maradona. Em 2005, no programa A Noite de 10, os cantores Andrés Ciro Martínez e Juanse, junto aos grupos Os Piojos e Bersuit Vergarabat, entoaram as estrofes do tema A Mão de Deus, composta pelo cunhado de Rodrigo, como uma homenagem ao mítico jogador de futebol Maradona.

Maradona e Rodrigo

Um dos músicos Gustavo Cordera disse: A Rodrigo, que está no céu e que fez a canção mais formosa e que jamais se tivesse escutado.
Pelo que pesquisei na internet, ele era muito querido e foi muitas vezes homenageado na Argentina, pelo seu legado musical.
O filme tem erros bobos, que alguns filmes biográficos cometem. Por exemplo, na hora de um momento que era para ter um drama maior, colocasse um corte, ou muda para um momento feliz de uma maneira rápida sem transição, mais no geral o filme agrada e para mim, que adoro filmes que contam a história de cantores e celebridades, o filme agradou e muito. Recomendo!!!

Vejam como ele parecia com outro jogador argentino, Sorín.

Rodrigo

Nota: 8.0






sábado, 25 de maio de 2019

JÁ NÃO ME SINTO MAIS EM CASA NESSE MUNDO (CRÍTICA SEM SPOILERS)

JÁ NÃO ME SINTO MAIS EM CASA NESSE MUNDO (I don't feel at home in this world anymore - 2017)



O filme que vamos falar hoje, foi muito bem visto no Festival Sundance e foi a estreia do diretor Macon Blair. É um filme original Netflix.

No filme, vemos um pouco do cotidiano de Ruth, vivida pela atriz Melanie Lynskey que vive uma fase meio conturbada da sua vida. Ela é uma auxiliar de enfermagem que vive entre trabalhar em um hospital e passar longos períodos tediosos em sua casa velha. Sem namorado, marido, ou filhos, ela tem uma amiga que não é lá aquela pessoa melhor para ouvir alguém. Angie a amiga, é uma pessoa daquelas que não podemos considerar que dá os melhores conselhos. Mais como diz o ditado, tudo que já está ruim pode piorar ainda mais. E piora, assaltam a casa de Ruth e levam o jogo de talheres de prata que ela guardava da avó já falecida e o seu laptop.

Ruth não se conforma com o fato. Engraçado que nos identificamos com Ruth, ainda mais nos tempos de hoje aonde somos obrigados a engolir sapo o tempo todo. Seja de um vizinho que ouve música de qualidade duvidosa, bem alta, não te deixando dormir e você fica até com receio de chamar a polícia, porque não sabe com quem está lidando, ou seja quando você vai parar o carro na vaga do estacionamento de um mercado e alguém rouba sua vaga.

Logo no começo do filme, vemos uma cena dessas com Ruth, que na hora pensamos: -Poxa, isso acontece comigo também o tempo todo. As injustiças do nosso cotidiano, é a base desse filme.

Na cena ela tenta atravessar e uma pessoa está tirando o carro e atrapalha o caminho de Ruth várias vezes, até que ela cede e deixa a pessoa sair com o veículo da vaga de estacionamento.

E acho que por isso, me interessei por vê-lo. Mas Ruth felizmente, não está sozinha nessa empreitada. Ela conhece o vizinho de bairro Tony, da maneira mais inusitada possível. O cachorro dele aparentemente faz cocô no quintal de Ruth e isso a irrita muito. E nessa implicância dela, para com ele, eles se conhecem e logo depois do roubo da casa dela, ele topa ajudá-la a tentar recuperar os bens subtraídos.

Tony e Ruth

Outra coisa interessante desse filme, é que ele mostra claramente que Ruth vive em um bairro relativamente comum e sem muito glamour. A paisagem é melancólica e vemos ali, naquele lugar, um lugar que não tem muita badalação ou que seja tão interessante de morar, mais ali é o lugar que ela pode pagar e ela quer defender aquele lugar, mesmo não sendo lá essas coisas.

A relação de Ruth com Tony, ah eu já ia me esquecendo de apresentar o ator que faz Tony, ele é nada mais, nada menos que Elijah Wood, o personagem Frodo de O Senhor dos Anéis, começa tumultuada, mais aos poucos eles vão criando uma empatia e aquele negócio de um se preocupar com o outro.

Dupla dinâmica!

O filme tem momentos ,muito engraçados e algumas cenas, são uma espécie de homenagem ao horror dos anos 80. Eu ri muito em pelos menos umas 4 ou 5 cenas.

Outra coisa que vale ressaltar, é a opção do diretor por fazer o filme em tons mais opacos, mais escuros que dão uma sensação assim de monotonia e tédio. Parece que está sempre meio escuro, como uma paisagem norueguesa, mesmo nos EUA.

Ricona

O filme tem jogos de câmera interessantes, que às vezes nos dá dicas do que vai acontecer e é engraçado ver como a Ruth, que tem todo um jeitinho meigo, vai mudando ao longo do filme, conforme os acontecimentos. O sentimento de "basta!", não vou mais aceitar esse tipo de coisa, é latente nas atitudes de Ruth.

O personagem de Elijah é muito legal. Ele é o contraponto de Ruth. O cara é um frango de magro, mais é fã de artes marciais, uma espécie de fã de Bruce Lee que não tem o mínimo jeito para a coisa, mas é justamente isso que faz dele um cara esquisitão e tão interessante para o filme.

Momentos de tensão!

O filme é humor negro do começo ao fim, o seu último ato pode decepcionar um pouco os espectadores, aliás, até um pouco antes do último ato, a gente fica com aquele sentimento de: poxa para aonde o filme vai agora, mais se analisarmos o contexto todo do filme, ele agrada e muito.

Obviamente, essa crítica é a minha visão, pode ser que vocês assistam e adorem esse longa, mas também pode ser que achem um lixo, mas para mim ele agradou e a nota desse filme, é 7.5.

Trailer do filme:
































terça-feira, 9 de abril de 2019

ATERRADOS (2017) - CRÍTICA


ATERRADOS (2017) - CRÍTICA

Poster 1

Poster 2

Desde que assisti Os Mártires (2008), de Pascal Laugier, filme francês, eu não vi outros filmes que me chamassem tanto atenção, no gênero do horror. Vivemos uma fase bem diferente da criatividade dos anos 80 e 90.

Na verdade tivemos alguns bons filmes nesses últimos anos, como por exemplo: Deixe me Entrar - Let Me In (2010) do diretor Matt Reeves, Corrente do Mal - It Follows (2014) do diretor David Robert Mitchell e por fim, A Bruxa (2015) de Robert Eggers.

Ou seja, de 2008 para cá, são poucos filmes, afinal estamos em 2019! Recentemente vi O Apóstolo (2018), na Netflix e gostei, mas cara, o filme de ontem, é diferente de tudo que já vi e vou dizer o porque.

Aterrados

Pra começar, o filme é argentino, o que para mim, já é um bom sinal, pois está muito difícil ver filme norte americano bom. Filme que realmente valha apena, feito nos EUA, são poucos, por isso o mercado estrangeiro, surge como uma opção de coisa nova, de coisas que não estamos acostumados a ver. Alguém pode me dizer, poxa cara, mas e os filmes da franquia Sobrenatural e Invocação do Mal. Gostei até de alguns deles, mas as sequências tem mostrado que a fórmula está um pouco gasta. E falo isso mesmo sendo um fã das histórias do casal Warren.

Por isso, acredito que o último filme de terror que vi e que gostei, foi Tempos Obscuros (Super Dark Times - 2017), de Kevin Phillips. Esse é um filme norte americano de terror e que posso classificar como um bom filme, afinal dei nota: 7.1. E nem foi uma nota tão surpreendente assim convenhamos.

Por isso, já me interessei para assistir Aterrados, produção de 2017, título em português: Aterrorizados, de direção de Demián Rugna. O filme não dispõe de uma trilha sonora e esse simples fato, que não antecipa qualquer susto, já o torna muito mais assustador.

Cena inicial do filme

A história de Aterrados começa com um jovem casal, que vive em um bairro da grande Buenos Aires, Juan, vivido pelo ator Agustín Rittano e sua esposa, Clara, vivida pela a bela atriz Natalia Señorales.

Clara está na cozinha, lavando louça e olhando para o ralo da pia. Ela olha várias vezes para o ralo, como se tivesse vendo ou ouvindo algo que vem de dentro do ralo. De repente o marido chega e começa a conversar com ela, comenta que o cachorro que ele atropelou outro dia não morreu e se mostra muito feliz por isso, mas ao longo da conversa ele percebe que a sua senhora, está com uma expressão um pouco assustada. O marido faz perguntas para a esposa e ela responde com respostas curtas e outras até ignora. Sempre o olhando com um olhar vazio e inquietante.

Clara lavando louça

Mas do pouco que diz, ela diz que está ouvindo uma voz e essa voz diz que ela vai morrer. O marido ainda questiona, tem certeza que não é algum barulho do vizinho, enfim, sem continuar a conversa ele vai dormir e não percebe que a mulher levanta da cama durante a noite.

Atriz que interpreta Clara: Natalia Señorales

Ele se irrita com um barulho que vem da parede e chega até a ir na casa do vizinho para reclamar, o cara saí de cuecas, muito irritado e fica tocando a campainha do vizinho que se chama Walter, falando para ele parar com o barulho, pois está atrapalhando o sono dele e da mulher. Mas quando retorna para casa, ao não ter uma resposta do vizinho, ele encontra a esposa em uma situação muito assustadora.

Juan

E é assim que começa Aterrados. O filme tem cenas assustadoras e momentos como muita gente disse na internet, de gelar a espinha. Como disse anteriormente, a ausência de músicas que normalmente possuem a função num filme de terror de dar uma dica para o espectador de que o susto vai vir, o torna ainda mais sinistro. Aterrados tem uma atmosfera desoladora, pois quando pensamos que as coisas vão melhorar, aí que elas pioram de verdade. O filme trabalha com alguns pontos que por horas pensamos que aquilo é apenas um sonho, depois vemos que não e isso vai tornando cada minuto mais agoniante.

Walter chegando em casa

A atuação do elenco é muito boa. Tanto o personagem de Jano Mario, vivido por Norberto Gonzalo, que é uma espécie de ex-funcionário de um necrotério e especialista em casos de assassinatos e mortes misteriosas que trabalha junto com a polícia quanto do seu vamos dizer assim, discípulo, mais novo que ele, o Comissário Funes, vivido pelo ator Maximiliano Ghione, que vive um policial em fim de carreira, que está totalmente desorientado com a situação que ele encontra no bairro aonde vivem Juan e Clara. A atuação de Maximiliano é fantástica. Você sente o pavor nos olhos dele e o desespero que toma, devido a situação piorar cada vez mais.

Medo!!!

O problema está justamente aí, não apenas o casal é afetado por fatos desconhecidos. Outras duas casas do bairro, também serão assombradas por eventos assustadores. O que torna parte do bairro, um lugar a ser estudado e aonde eventos horríveis irão acontecer. Para isso, é formado meio que por acaso um time de especialistas que vão tentar ajudar a resolver o caso ou no mínimo, diminuir um pouco as dúvidas que pairam sobre todos.

O trio de especialistas

Walter, vivido por Demián Salomon, vive alguns dos piores momentos do filme e ele é quem introduz o terror mais explícito, na película. A foto mais acima, que mostra uma câmera, foi tirada do quarto de Walter.

O filme tem 1 hora e 27 de duração, que você mal ver o tempo passar.

Jano chegando a casa de Alícia

Destaques também para a Dra. Mora Albreck, a quem Walter implora ajuda. Uma senhora que é uma espécie de autoridade em assuntos paranormais.  Mora é vivida por Elvira Onetto e seu companheiro de casos esquisitos, o Dr. Rosentock, vivido pelo ator George L. Lewis.

Destaque para a atendente do consultório da Dra. Mora. Ô menina chata!!! rsss

Lembra muito aquelas atendentes de call center que estão mais preocupadas em desligar o telefone, do que tentar ajudar a pessoa que está do outro lado da linha solicitando ajuda.

O trio de atores mais velhos, traz um tom de seriedade a história e a atuação deles, nos traz um sentimento de veracidade.

Julieta Vallina vive Alícia Perez, uma ex-amante do Comissário Funes. Também terá um destaque na história. Ela é mãe de um menino que mora no bairro.

Comissário Funes
Se você é daquele tipo de pessoa fraca para filmes de terror, mais assustadores, chocantes, não assista esse filme. 

Até para mim, que cheguei ontem a marca de 446 filmes de terror, desde que comecei a contabilizar os filmes em uma planilha, me senti incomodado com algumas cenas de Aterrados.

Aterrados


Portanto, se você tem problemas de coração, ou se assusta facilmente, se impressiona facilmente, não veja esse filme.

O filme termina de uma maneira meio repentina, o que no meu caso, evitou com que ele tirasse a nota máxima, mais toda atmosfera, a atuação do elenco, o clima de tensão constante, os sustos, a ausência das músicas que antecipam as cenas de maior choque, as surpresas, tudo que envolve o filme me impressionou muito. E não só a mim, nos Estados Unidos, o filme foi muito elogiado, tanto é que o diretor Guilhermo Del Toro, que fez filmes como: Blade 2, Hellboy, O Labirinto do Fauno, O Orfanato, Mama, O Hobbit entre outros, quer fazer um remake desse filme argentino, em solo norte americano.

Fiquei pensando no Brasil ao ver esse filme. Tirando o Zé do Caixão, temos poucas produções de terror. Mesmo sabendo que muitos filmes argentinos, recebem apoio da Espanha, o que não foi o caso nesse filme, tenho comigo de que o Brasil tem capacidade de fazer bons filmes de terror, basta vontade. Um que assisti e que gostei bastante, foi Diário de um Exorcista Zero (2016), que podemos ver o cartaz mais abaixo.

Diário de um Exorcista Zero

O que posso concluir é que Aterrados é uma grata surpresa e que me fez despertar o interesse por filmes argentinos. Relatos Selvagens já foi um filme que me agradou muito, mesmo não sendo de terror e agora Aterrados vem para confirmar isso. Recentemente vi o filme Los Olvidados, mais não achei tão bom assim.

What The Waters Left Behind

Aliás, What The Waters Left Behind parece mais uma espécie de Massacre da Serra Elétrica portenho.

Mas para encerrar a crítica sobre Aterrados, espero que assistam e comentem aqui no blog.


Minha nota: 9.0