terça-feira, 20 de novembro de 2018

BOHEMIAN RHAPSODY - CRÍTICA


BOHEMIAN RHAPSODY (2018)




Bohemian Rhapsody, foi lançado esse ano, no dia 2 de Novembro, coincidência ou não, Freddie Mercury faleceu no dia 24 do mesmo mês, em Novembro de 1991, vítima de broncopneumonia obviamente acarretada pelo por ele ser soro positivo.

O filme conta a história da união, desenvolvimento e ascensão da banda Queen, da qual Freddie Mercury era o vocalista e principal figura, mas em alguns momentos, o filme mais parece um filme do Freedie em si, do que do Queen.

Assisti ontem o filme, infelizmente, dublado, pois no cinema da minha cidade, as pessoas optam por filmes dublados ao invés de legendados, mas com certeza, como sou fã da banda, verei o filme legendado em breve, assim que conseguir comprar o dvd original do filme.

O filme criou muita expectativa entre os fãs e esse quem vos escreve aqui nesse singelo post é um fã legítimo dessa banda. Ouço o Queen, desde que comecei a ouvir rock. Junto com os Guns N' Roses, o Queen foi uma das primeiras bandas que ouvi e logo de cara me apaixonei pela criatividade da banda, pela qualidade do som da banda e pela figura de Freddie Mercury como o maior frontman que já existiu na história do rock. (Minha opinião e de muitos outros).

Então imaginem o quanto a mais, de uma situação comum, estava a minha expectativa para ver esse filme que foi dirigido por Bryan Singer, diretor que já trabalhou em filmes como: Os Suspeitos (1995), X-Men (2000), Superman - O Retorno (2006), Brodaway 4D (2015) entre outros filmes.

Em suas 2 horas e 14 minutos, o filme conta como Farrokh Bulsura nascido em 5 de Setembro de 1946 em Zanzibar, ou como Freddie Mercury (nome artístico) conheceu o restante da banda.

Freddie nesse filme foi interpretado pelo bom ator Rami Malek que já trabalhou em diversos filmes, cito alguns: Uma Noite no Museu de 2006 e nas sequências dessa mesma franquia em 2009 e 2015, trabalhou em 2011 e 2012 nos filmes da Saga Crepúsculo, trabalhou em 2012 no filme Battleship - A Batalha dos Mares, filme que também tem a presença da cantora Rihanna e Old Boy - Dias de Vingança em 2013, além de muitos outros filmes.

Nessa foto ele está mais parecendo o Mick Jagger

No elenco também temos a bela atriz Lucy Boynton que trabalhou em vários filmes também, podemos destacar aqui: Dançando para a Vida de 2007 e Assassinato no Expresso do Oriente de 2017.



Além dela, que faz o papel Mary Austin, grande amor da vida de Freddie, temos: Gwilym Lee como Brian May, (aliás ele ficou muito parecido com o guitarrista do Queen), temos Ben Hardy como o baterista Roger Taylor, Joseph Mazzello como John Deacon, Aidan Gillen como John Reid, Allen Leach como Paul Prenter, Tom Hollander como o empresário que mais tempo ficou com o Queen Jim Beach, Mike Myers como Ray Foster, Aaron McCusker, como Jim Hutton, Meneka Das como a mãe de Freddie, a sra. Jer Bulsara, Ace Bahtti (Bomi Bulsara) o pai de Freedie e a irmã ficou interpretada pela atriz Priya Blackburn, Kashmira Bulsara. Dermot Murphy, interpretou Bob Geldof, o idealizador do Live Aid.




Bom, agora que apresentamos os principais atores desse filme, vamos falar do filme em si.

Se você for aquele fã que gosta de tudo datado perfeitamente, que o filme siga uma sequência cronológica como se fosse um documentário, esqueça, você não vai encontrar isso em Bohemian Rhapsody. O filme comete alguns "pecados" se é que podemos assim dizer.

Ele alterna a data de alguns acontecimentos, mas ao meu ver em nada isso tira o mérito do filme.

O filme da uma pincelada na maneira como alguns clássicos da banda foram feitos, como a música título do filme, We Will Rock You , Another One Bites The Dust entre outras e entre uma música e outra, cenários de palco, roupas que marcaram muito, em alguns momentos da carreira da banda, podem ser vistas no filme.








A voz falada de Rami Malek está muito parecida com a de Freddie. Alguns de vocês podem me perguntar, poxa, mas como você sabe se viu o filme dublado? Vi diversos trailers, teasers e clipes no You Tube aonde pude ouvir a voz de Malek interpretando Freddie e realmente ficou bem parecido. Conheço bem a voz de Freddie falada, pois já assisti diversas entrevistas da banda e o timbre dos dois, são bem semelhantes.

Agora obviamente as músicas foram dubladas, porque a voz de Freddie é muito característica e seria difícil de ser reproduzida, mas as músicas foram remasterizadas para o filme e todas trazem muita emoção quando mostradas no filme.

Créditos da imagem: Planet Rock

O filme inicia mostrando Freddie trabalhando em um aeroporto e pouco tempo depois já corta para a casa dele, aonde ele vive com seus pais e irmã. Freddie se despede da família para sair à noite e leva uma alfinetada do pai, que reclama de ele sempre voltar muito tarde, ele responde algo para o pai e vai mesmo assim.

Chegando no local, ele se depara com a banda Smile, (o embrião do Queen) e em pouco tempo entra em contato com os membros da banda, no momento Brian e Roger, que acabam de perder o vocalista e sem muita cerimônia, decidem por colocar Freddie no lugar do antigo vocalista.

O que vemos depois disso é a banda se entrosando, se apresentando em locais pequenos, algo que foi muito raro na história do Queen, período muito curto, depois as primeiras conquistas, até o ponto em que o filme já dá um salto para momentos icônicos e a banda mais estabelecida no cenário musical mundial.

Apesar do filme contar boa parte da história da banda, de maneira resumida é claro, o filme tem como ponto de vista a vida de Mercury. Seus conflitos com o pai, os romances, desde o momento que conheceu Mary, até os momentos que começa sair com homens, as influências que sofreu de outras pessoas que já eram homossexuais, o assédio dos jornalistas, até o momento em que ele decide dar um tempo com a banda e seguir em carreira solo.




Freddie se mostra ser um cara que apesar de estar sempre rodeado de gente, de ser muito bajulado, acima de tudo, um cara muito sozinho. Em algumas cenas, podemos ver um Freddie pensativo, extremamente carente, solitário, que se anima ao ter Mary (que nesse momento morava perto dele em uma casa separada), acendendo e apagando a luz do abajur. Aquilo faz ele se sentir melhor, ele se sente perto de alguém. Mas assim como outras estrelas da música, ou do cinema, ele tinha um preço a pagar por tanta fama.

SPOILERS

Se você já assistiu ao filme, pode ler o que escrevo nesse capítulo do post. Caso não tenha assistido o filme ainda, recomendo não ler daqui em diante. Abaixo farei uma análise do que foi mostrado no filme, nos pontos mais polêmicos, o que foi realmente fiel à realidade e o que foi feito de maneira diferente do real.

O filme coloca a culpa do declínio de Freddie na figura do inseparável Paul Prenter, que fazia parte do time que suportava a banda. Quando o Queen se isolou nos anos 70 para gravar o disco A Night At The Opera, numa fazenda, Freddie estava tão compenetrado escrevendo Love Of My Life para Mary Austin e Paul literalmente ataca Freddie arrancando um beijo a força. Isso é o que mostra no filme, não tenho informações no momento, se realmente as coisas aconteceram dessa maneira.

Logo depois disso, com o Queen em turnê, Freddie vê um caminhoneiro em um posto de estrada e se sente atraído pela figura do mesmo sexo.

Passa mais um pouco do filme, vemos o Queen se apresentando no Rock In Rio de 1985, com Freddie com cabelos longos, na verdade ele já estava com cabelos curtos e com bigode quando se aperesentou no Rio, como podemos ver abaixo:


E no filme parece que o show do Rio é logo depois do final da década de 70 e não, o show é bem depois, mais serviu de elo para mostrar a música Love Of My Life e a relação que ele tinha com Mary. Freddie volta de turnê e mostra para ela um vídeo dele cantando no Rio, com toda a platéia cantando em uníssono a música e ele diz que é para ela, mas Mary já estava desconfiando as escapadas de Freddie e o coloca na parede. E ele, confessa que é bissexual.  Acredito que não foi dessa forma que ele contou a Mary, mas no filme ficou bem encaixado e mesmo com o erro de cronologia, não foi algo que comprometeu o filme num todo.

Uma coisa que já ia esquecendo de falar é a relação de Freddie com os gatos. Tanto no começo do filme, como em outros momentos, podemos ver ele interagindo com gatos, isso também é verdade, Freddie adorava esse tipo de animal e tinha alguns dentro de sua mansão.

No filme podemos ver aquela famosa festa que Freddie fez, de aniversário, aonde estão todos vestidos com fantasias em preto e branco, como podemos ver nas fotos abaixo, era aniversário de Freddie:

Fotos reais da festa

Outra foto

No filme vemos Freddie com uma roupa bem parecida com essa


Uma coisa que na minha visão, poderia ter sido falada, dessa fase, foi quando o Queen gravou a trilha para o filme Flash Gordon, a imagem de Freddie vestindo aquela camisa vermelha escrito Flash, é icônica e infelizmente não foi lembrada.


Talvez essa parte da homossexualidade, com as festas regadas a muita droga, bebidas diversas e muito sexo, era justamente o que Cohen queria mostrar, mas no filme temos apenas algumas cenas que nos induze a imaginar como eram as famosas festas de Freddie Mercury, que não deixam à desejar em nada, se comparadas com as festas do antigo Império Romano. Uma informação importante, durante um período, Johnny Depp foi lembrado, para interpretar o cantor, mas infelizmente não passou de simples especulação. Já Cohen era algo mais possível de ter acontecido.

A luva cravejada de diamantes, também não foi mostrada e nem citada. Freddie certa vez apareceu com essa tal luva e disse aos presentes: - Gostaram? Foi um presente do diabo em pessoa.

Em 1978, Freddie organizou uma festa na Noite de Halloween, para comemorar o lançamento do disco Jazz. (Isso não mostra no filme, mas achei interessante contar essa história, para fazermos um paralelo do que poderíamos ver no filme de Cohen).

Em valores atuais, a festa teria custado algo em torno de 5,7 milhões de reais. A festa aconteceu no Imperial Ballroom, dentro do Fairmont, um hotel bem elegante, no bairro francês de Nova Orleans. A lista de convidados, chegava aos 400. Entre produtores, empresários do mundo da música, atores e atrizes de cinema, músicos de outras bandas, etc etc etc.

Afinal, dizem que nenhuma banda, superou Freddie em suas festas. Nem o Led Zeppelin que possuí essa fama de festas malucas, nem os Stones e nem o KISS.

Freddie teria pedido que contratassem pessoas de rua, que soubessem fazer algo extravagante. Passou por essa seleção, desde um homem que arrancava cabeça de galinha no dente a uma mulher que prometeu se degolar, com uma motosserra por 100.000 dólares.

O fato é que dentre os contratados e os que entraram na festa tinha gente de todo tipo: magos, guerreiros zulus, contorcionistas, engolidores de fogo, encantadores de serpentes, bombeiros, drag queens, strippers e todos dentro de um cenário que mais lembrava uma floresta da Louisiana.

Haviam garçons e garçonetes nus, que pediam gorjetas e essas eram colocadas em alguma parte do corpo, mulheres gordas fumando cigarro em grandes mesas e modelos nus, lutavam em banheiras de fígado cru. Calígula se sentiria à vontade nessa festa com certeza. Abaixo, algumas fotos de algumas festas de Freddie Mercury








A festa ganhou o nome de Noite de Sábado em Sodoma. É lógico que muita coisa contada, pode ter sido aumentada, mas quem estava naquele local na noite de 31 de Outubro de 1978, disse que nunca havia participado de algo tão insano, pervertido, exótico e extravagante.

Outra passagem que não vemos no filme, é o encontro de Freddie com Michael Jackson, obviamente por direitos autorais, a coisa não seria tão simples de fazer, mas seria muito legal se tivessem feito algo do tipo. Abaixo algumas fotos desse encontro de lendas da música!!!







Eu até pensei em um teaser como o que fizeram no filme: Bingo - O Rei das Manhãs. Aonde Wagner Moura interpreta o outro Bozô que teria brigado com o Bozô feito pelo Arlindo. Poderiam ter feito um teaser do Freddie encontrando com o Michael, ou até melhor ainda, ele se encontrando com Sid Vicious, porque isso realmente aconteceu, Freddie cruzou certa vez com Sid em um dos corredores de uma gravadora e teve um diálogo curto, mas nada amistoso com o maior símbolo punk da história e membro dos Sex Pistols.



Outro encontro que poderiam ter explorado era o encontro dele com a cantora Montserrat Caballé que gravou com Freddie algumas músicas para a Olimpíadas de Barcelona.

Mas seguindo na história, Freddie então em um momento dramático do filme descobre através de Mary que teria sido convidado a tocar no Live Aid com o Queen e Paul não teria o avisado.

Mary and Freddie

Freddie no filme decide então demitir Paul e marca uma reunião com ajuda de Jim Beach com o Queen para em primeiro lugar pedir desculpas e em segundo lugar, pedir para a banda voltar e participar do evento organizado por Bob Geldof.

Na opinião de muitos, essa foi uma grande falha do filme, pois o que se tem registrado é que Freddie permaneceu com Paul até mesmo depois do Live Aid e no filme ele é chutado para fora, justamente pouco antes da banda se apresentar no Live Aid.

Freddie and Paul Prenter

Paul no filme aparece dando entrevista para um canal de televisão, aonde conta tudo sobre Freddie, sobre as drogas, os casos homossexuais, enfim, tudo.

Nesse momento do filme, temos um Freddie arrependido, que no mesmo tempo que sofre com a incerteza do futuro da banda, descobre que é soro positivo e que consegue reunir a banda e se apresentar no Live Aid. Vale lembrar que Freddie pediu a banda que não ficassem lamentando o fato de ele estar doente e nem que tratassem ele como coitadinho. Isso é verdade, porque já vi em alguns dos documentários que assisti do Queen, contarem algo semelhante.

Agora vem o ato final e melhor momento do filme. Freddie dá uma chance ao garçom que conheceu em uma das festas, Jim Hutton por quem se apaixona e o apresenta para sua família, momentos antes do show. Também não fica claro se isso realmente aconteceu, eu acredito que não.

Freddie and Hutton

Freddie depois de se despedir da família, recebe um caloroso abraço de seu pai, que se orgulha do filho estar fazendo algo que irá ajudar pessoas na África.

A banda espera ansiosa o início do show, um momento de tensão, tendo em vista que a banda estava parada há tanto tempo, sem ensaiar e de repente tem que tocar para um público gigantesco, quase 1 bilhão de pessoas estavam assistindo as apresentações do Live Aid na Inglaterra, Estados Unidos, Japão e Austrália.

Ator que interpreta Paul no filme

Aqui vemos o que eu sempre quis ver em filmes que conta a história de bandas de rock lendárias. Um show quase completo, uma cena longa, uma sequência bem feita com as músicas que o Queen tocou nesse dia. Como era um festival que tinha outras bandas, o show era curto, mas vemos aqui cada detalhe daquele icônico dia. Desde os copos da pepsi em cima do piano, aos detalhes, Wembley recriada, o público cantando, as expressões nos rostos das pessoas, a energia, para mim, Rami se torna mais parecido com Freddie nesse momento do filme. Aliás, no momento da entrevista aonde ele é massacrado por jornalistas famintos por notícias sobre a sexualidade dele, ele também está muito parecido. Ele usa um óculos espelhado, uma jaqueta de couro, enfim, está muito parecido mesmo com Freddie. Era algo inclusive que me preocupava muito, porque eu achei numa primeira impressão que o ator Rami Malek em nada parecia com Freddie. Mas conforme vamos vendo o filme, esquecemos um pouco dos seus olhos grandes e o trabalho de produção, os ângulos de filmagem em muitos momentos nos fazem esquecer de Rami e vermos Mercury ali incorporado naquele ator.

O filme obviamente não mostra os últimos anos de Freddie, nem o show de 1986 em Wembley que ele usa a famosa jaqueta amarela com a calça branca de listras vermelhas e o tênis da adidas.

Nem mostra ele já magro, debilitado, em decorrência da doença, com manchas pretas no rosto, como podemos ver em algumas fotos que circulam na internet.

Foi uma decisão acertada, vemos claramente que o Queen queria algo para cima, algo que Mercury se orgulharia de ver e não um filme que dá mais destaque para o lado ruim da vida desse ícone do rock, como as bebedeiras, drogas, exageros e doença.

CONTRATEMPOS

Dexter Fletcher precisou assumir a direção do filme, após a demissão de Singer, que sofria durante a produção do filme, acusações de assédio sexual, algo muito comum nos últimos meses em Hollywood, depois que alguns diretores foram denunciados por suas supostas vítimas. Em carta divulgada pela Variety, Singer disse que há apenas 3 semanas de ele concluir um projeto muito importante para a carreira dele, as pessoas que cuidavam do filme, o demitiram. Sendo que ele teria pedido algumas semanas para voltar aos Estados Unidos, para cuidar do pai que estaria doente.


Bryan Singer créditos: Vianney Le (Caer/Invision/AP/REX)


O fato é que o filme apesar de não ter sido concluído por Singer, teve muito de sua mão no projeto.

Li algumas críticas na internet aonde foi dito que Rami Malek teria sido o grande responsável pelo projeto não ter ido por água abaixo. Sua atuação e mesmo a sua dublagem da música, que na verdade não foi uma dublagem completa, porque mixaram a voz dele, com a de Freddie e outro cantor, fazendo com que as músicas não ficassem tão artificiais, fizeram com que ele desse vida a um personagem tão difícil de se fazer.

Rami e Lucy

Mary Austin e Freddie Mercury

Aqui Mary e Lucy


Fica a grande pergunta, como teria sido o Freddie Mercury de Sasha Baron Cohen? Em entrevista a Associated Press transcrita pela Babblermouth o baterista Roger Taylor disse que o Queen teve várias conversas com Cohen, mas perceberam que ele não levava Freddie Mercury à sério. A verdade é que ele queria fazer um filme mais pesado, focando exclusivamente no Freddie e não como Bohemian Rhapsody saiu. Muitos dizem que o filme foi suavizado, para alcançar o maior número de pessoas e que um possível filme de Cohen, seria algo que poderia ter até a classificação de censura, alterada, porque a intenção dele, era explorar todas as loucuras e aventuras de Freddie Mercury no auge de sua carreira e forma física.

Brian May preferiu enaltecer o trabalho de Rami. Rasgou elogios ao ator e agradeceu à Deus por terem encontrado alguém tão talentoso como ele, respondeu à AP.

Uma das cenas que mais me emocionou no filme, é quando Freddie vai na consulta com o médico, que está avaliando o seu caso, o médico lhe dá a péssima notícia e ao sair, ele vê um rapaz, já com a doença bem avançada e o rapaz brinca com ele. E ele responde o rapaz com aquele seu irêrêro característico. Não sabemos se isso realmente aconteceu, mas ficou uma cena muito bonita.

Nota do filme: 9.6.

Crítica por Leonardo G. P.








































































sexta-feira, 2 de novembro de 2018

TRUE BLOOD

TRUE BLOOD

Logo oficial da série

Que saudade de True Blood!!! A série já acabou faz um bom tempo e deixou marcas irreversíveis nos fãs que acompanharam 7 temporadas de uma histórica cativante, cheia de humor negro, sensualidade, terror e muito romance.



A trama conta a história de Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma garçonete da pequena cidade de Bon Temps. Cidade fictícia que estaria localizada na Louisiana. Em pouco tempo ela se apaixona pelo vampiro Bill Compton (Stephen Moyer). Mas a história é muito mais que o romance entre uma garçonete e um vampiro forasteiro. Os japoneses desenvolvem um sangue sintético, que faz com que a convivência entre humanos e vampiros, seja possível. Seja possível, mas isso não quer dizer que ela será simples.

Sookie Stackhouse


Criada por Alan Ball que baseou a série nos livros The Southern Vampire Mysteries da escritora Charlaine Harris. A série entrou no ar na HBO, no dia 7 de Setembro de 2008.

A série fez muito sucesso e ganhou diversos prêmios, entre eles: um Globo de Ouro, um Grammy e 4 Satellite Awards.

cartaz de divulgação


True Blood foi uma série que se utilizou de um marketing viral, que com certeza ajudou a série ser grande. Uma estratégia de marketing, que é comentada até hoje, entre as pessoas que trabalham na área.

marketing certeiro!


A abertura da série é uma atração à parte. Indicada ao Emmy na categoria de melhor abertura foi criada pela Digital Kitchen, um estúdio de produção que também foi responsável pela criação da abertura dos seriados Six Feet Under (aonde o diretor de True Blood também trabalhou) e Dexter. Na abertura ouvimos a canção Bad Things de Jace Everett, conceitualmente é construída a partir da mistura de imagens contraditórias que envolvem sexo, violência e religião, projetados ao ponto de vista sobrenatural.

Os atores principais capa da revista Rolling Stone


A ideia era explorar momentos de redenção e perdão, além de reproduzir a atmosfera típica de Lousiana, pois a maioria das imagens utilizadas na abertura, foram filmadas nessa cidade, além de algumas gravações em Chicago com a pequena participação de vários membros da Digital Kitchen na abertura.

abertura da série

Na edição, quis-se expressar o fanatismo religioso e a energia sexual, que pode corromper o homem e torná-lo animalesco. Assim vários quadros foram cortados para dar a sensação de movimentos agitados, enquanto outras cenas foram simplesmente jogadas e exibidas em slow motion. Temos até uma parte que mostra um animal sendo decomposto.


Nora Gainesborough


A série não se limita à vampiros. Temos lobisomens, metamorfos, fadas e outros seres mitológicos.

PERSONAGENS

a personagem Jessica Hamby


Além da garçonete Sookie e o vampiro Bill, podemos destacar o cozinheiro Lafayette Reynolds (Nelsan Ellis), que infelizmente faleceu há pouco tempo, o dono do restaurante Merlotte, Sam Merlotte (Sam Trammell), Jason Stackhouse irmão de Sookie (Ryan Kwanten), um cara mulherengo e que não pensa em outra coisa, a não ser novas conquistas amorosas, Tara Thornton (Rutina Wesley), a amiga de Sookie, uma moça extremamente brava e que vive um trauma com a mãe alcoólatra.

Eric Northman e Bill Compton

Além desses, Alexander Skarsgard vive o poderoso vampiro Eric Northman, que é dono de uma boate aonde vive com Pam Swynford de Beaufort (Kristin Bauer van Straten). Arlene Fowler Bellefleur é outra garçonete que trabalha no bar Merlotte, (Carrie Preston).


Rikki Naylor (Kelly Overton) e o lobisomen Alcide


Joe Manganiello, é o lobisomen (Alcide Herveaux) e Denis O' Hare vive o vampiro experiente (Russell Edgington). Jessica Hamby é vivida por (Deborah Ann Woll) e Nora Gainesborough vivida por Lucy Griffiths.

Janina Gavankar é Luna Garza

A série chocou, por mostrar cenas de violência sem menor pudor e ainda menos pudor, quando o assunto são as cenas de sexo, seja ele hetero ou homosexual.

Mas a série não é feita só de cenas chocantes, o humor permeia toda a série, também temos momentos de tristeza, principalmente nas cenas em que mostram a relação da personagem Tara com sua mãe.

Eric

Russel Edgington

Tara Thornton


Comecei a ver True Blood despretensioso. Estava vendo a série American Horror Story e passou o trailer de True Blood, me interessei. Ao longo dessas 7 temporadas, ri, me emocionei e porque não, fiquei chocado com algumas cenas e talvez por isso, por essa coragem de fazer um seriado sem medo e com riqueza de detalhes, coerência no roteiro e recheada de bons momentos, True Blood sempre será lembrada por mim com carinho.

Vampira mestre do Bill

Se você ainda não viu, recomendo profundamente que veja. Obviamente, não é o tipo de série que se vê com os pais, ou com os filhos, é uma série adulta, mas muito, muito boa!!!

A história da várias reviravoltas, os personagens despertam paixões pelo espectador, depois tem hora que você pega bronca da atitude de alguns deles, outros morrem ao longo da série, mas a cada temporada, você quer mais e mais e quando acaba, dá aquela dor no coração, foi uma das séries que vi até o fim, que até hoje mais deixa saudade.

Pam - minha personagem predileta sarcástica ao cubo

7 Temporadas, 80 episódios. foi exibida nos Estados Unidos de 7 de Setembro de 2007 até 24 de Agosto de 2014. Os episódios duram de 45 a 60 minutos.